De olho na segurança

Por que o WhatsApp é o lugar preferido para quem quer aplicar golpes?

Fabiana Uchinaka

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto/manopjk

Levantamento feito pela empresa de segurança Eset, que estudou os principais ataques via WhatsApp que ocorreram mundialmente nos últimos dois anos, mostrou que mais de 22 milhões de pessoas caíram em golpes e que o Brasil é o segundo país mais afetado da América Latina, atrás apenas do México.

Segundo o relatório "Golpes milionários em seu bolso", os golpes se espalham muito rapidamente, de forma massiva e sem gastos financeiros para o cibercriminoso.

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"É possível dividir os golpes em duas categorias", diz o texto:

A primeira é caracterizada por oferecer aos usuários novos recursos, como novos emoticons, espionagem de contatos, personalização de design, entre outros; e a segunda inclui aqueles golpes que oferecem prêmios, como descontos em ingressos ou compras online, e é mascarado atrás de grandes marcas."

O relatório, que foca o segundo grupo, conclui que o WhatsApp é a principal via de golpes, porque é a rede social com maior número de usuários e possui recursos que facilitam o envio de mensagens para um grande número de pessoas simultaneamente.

"Falta proteção contra Engenharia Social, assim como um canal para denunciar links maliciosos que estão sendo compartilhados de forma viral", apontam os especialista.

Empresas mais afetadas

Para atrair a atenção dos usuários, os cibercriminosos usam marcas conhecidas como isca para promover cupons falsos de promoções e descontos. McDonalds, Burguer King, Zara, Carrefour, Walmart, Amazon são citados no documento. Sabemos também que Boticário, Cacau Show, Correios, Unimed, Latam, Coca-Cola, Budweiser, Nike e Lancôme já apareceram em golpes.

Como funciona

O golpe é composto por um conjunto de redirecionamentos de links que levam o usuário a se inscrever em serviços pagos. Pode ser a assinatura de um serviço de SMS ou download de aplicativos, por exemplo. O objetivo é roubar suas informações.

Por isso, a primeira dica é sempre desconfiar de coisas gratuitas que aparecem no mensageiro

Mas, claro, algumas promoções podem ser verdadeiras, embora dificilmente elas sejam enviadas por WhatsApp. Por via das dúvidas, pesquise com a loja antes. Entrar no site ou ligar no call center da empresa ajuda a desmascarar ofertas falsas.

É bom ficar de olho também no formato dessas promoções. Se a mensagem padrão enviada pelo WhatsApp apresentar erros de português, desconfie. Se pedir para você compartilhar com amigos e grupos, também – por favor, não seja a pessoa que espalha promoções falsas.

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