Robôs inteligentes ajudarão na limpeza de lixo nuclear

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

    Pesquisadores desenvolverão máquinas que substituirão homem em situações de risco

    Pesquisadores desenvolverão máquinas que substituirão homem em situações de risco

Pesquisadores da Lincoln University, na Inglaterra, garantiram financiamento para dar continuidade ao desenvolvimento de uma inteligência artificial aplicada em robôs autônomos. O trabalho tem como objetivo trocar a mão de obra de pessoas no cuidado a locais de risco nuclear, com níveis perigosos de radiação.

Com 1,1 milhões de libras (R$ 5,2 milhões), eles trabalharão em um sistema de aprendizado de máquinas, que fará os robôs aprenderem sozinhos com suas próprias experiências em atividades como a limpeza de lixo nuclear, desmantelamento de células e monitoramento de usinas nucleares.

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Algoritmos serão criados para a realização de ações como manipulação, corte e agarro, tudo guiado pela visão dos robôs. As máquinas também poderão ser controladas remotamente por humanos, seja completamente ou para decisões pontuais.

Chefe da pesquisa, Gerhard Neumann destacou a importância do desenvolvimento de uma tecnologia como essa para o futuro. "Limpeza e desmantelamento de lixo nuclear é um dos maiores desafios da nossa geração e da próxima, com custos previstos enormes: até 200 bilhões de libras nos próximos 100 anos", declarou.

"Desastres recentes como a de Fukushima mostraram a importância crucial da tecnologia de robótica na monitoração e intervenção, o que está faltando no momento, tornando nosso trabalho ainda mais vital", completou.

A tragédia que afetou o Japão em 2011 deixou resquícios de combustível nuclear na usina de Fukushima. Necessária, a limpeza destes materiais é perigosa para humanos, que recorrem a robôs para acessar locais com alta radiação. Algumas máquinas fracassaram em tentativas anteriores, dadas as condições hostis, mas em 2017 foi possível detectar, com a ajuda de robôs controlados remotamente, onde foi parar parte do urânio fundido no desastre.

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