Conheça Pepper, o robô que lê emoções e evolui com o convívio humano

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

  • PHILIPPE DUREUIL/TOMA/Divulgação

Apresentado em 2014, vendido em 2015 no Japão e em 2016 em alguns países ocidentais, o robô Pepper é uma daquelas novidades tecnológicas que inspiram otimismo. Sorridente, ele é um assistente diário criado pela SoftBank Robotics que tem como principal atrativo o reconhecimento de emoções humanas.

O robô é autônomo e consegue se movimentar sozinho com suas rodas, interagindo com pessoas por meio de voz e com os braços. A empresa descreve Pepper como agradável e simpático, "criado para se comunicar da forma mais natural e intuitiva" com humanos.

Graças à aparência humanoide do robô, é possível ensiná-lo a atividades como dançar e brincar, basta fazer o download de aplicações que permitem sua evolução. E não é só na base dos arquivos baixados que Pepper se desenvolve, pois ele memoriza traços de personalidade e se adapta para interagir melhor com humanos.

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Expressivo, ele é capaz de identificar como pessoas estão se sentindo e sabe como é o melhor comportamento para lidar com a situação. Para se comunicar, ele modifica a voz, a cor dos olhos, mexe os braços e exibe imagens distintas no tablet que fica acoplado na altura do peito, reagindo de acordo com as emoções de quem o acompanha.

Pepper é usado como assistente em lojas desde seu lançamento, mas não está capacitado para substituir humanos. De acordo com uma experiência da "Wired" em abril deste ano, o robô tem limitações de compreensão e ação. Encontrado na recepção de um hotel, Pepper era o encarregado de funções básicas e perguntava a questões simples, como "qual é o seu número de confirmação".

A compreensão de reclamações e frases mais complexas ainda fugiam da capacidade de entendimento do robô, que ainda assim se destacou por se comunicar de uma forma mais engajada do que a Siri ou Google Assistente, afinal nenhum dos dois mexe os braços ao responder a algum comando.

Só que ao contrário dos assistentes de voz do celular, o Pepper não sabe direito como reagir em seus primeiros encontros com pessoas. "Idealmente, a primeira interação que você tem com um robô será o pior, porque ele deve aprender com as interações dele com você e outros", declarou Steve Carlin, chefe de estratégia da Softbank Robotics.

O executivo, no entanto, apostou que robôs como o Pepper se espalharão em um futuro próximo, mas não para tirar empregos. Segundo Carlin, as máquinas serão implementadas para realizar tarefas automatizadas, não trabalhos com diversas responsabilidades.

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