UOL Testa: Celulares

Celular J7 Prime2 ganhou recursos legais, mas é difícil não se irritar

Gabriel Francisco Ribeiro

Do UOL, em São Paulo

Se o seu negócio é celular mais barato, já deve ter trombado com um J7 Prime por aí. O modelo da linha J da Samsung, a mais vendida do Brasil segundo a IDC, ganhou uma nova versão: o J7 Prime2, que pode ser encontrado em lojas varejistas por R$ 1.099. Porém, segure as expectativas.

O celular ganhou TV digital e assistente virtual Bixby, a bateria dura um pouco mais de um dia de uso, mas o desempenho deixa a desejar, e as câmeras são ruins. Na prática, é um tímido avanço do J7 Prime lançado há mais de um ano e meio - a Samsung não evoluiu tanto na linha. 

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É ainda a primeira vez que a Bixby aparece nos celulares mais baratos da empresa, mas ela ainda não mostrou a que veio e nem todos recursos estão disponíveis em português.

Sim, ele vai travar

O J7 é um smartphone que cumpre as tarefas básicas, como redes sociais, WhatsApp e afins. Não dá para esperar a velocidade de um top de linha, e vira e mexe ele trava - especialmente na hora de rodar jogos mais pesados (até o Candy Crush travou). Mas, se você está acostumado com celulares de entrada, não deve sofrer muito com isso.

O aparelho conta com um processador da Samsung, forte o suficiente para dar conta do recurso multitarefa, que te permite usar dois aplicativos ao mesmo tempo com a tela dividida. O Dual Messenger, no qual é possível usar duas contas de WhatsApp ou Messenger simultaneamente, é outro recurso bem interessante.

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J7 Prime2 manteve as bordas e o botão físico

Durante o nosso teste, ele apresentou um problema sério na conexão wi-fi. O sinal ficava muito ruim quando o celular estava um pouco mais longe do roteador, sendo que outros celulares no mesmo ambiente apresentavam boa conexão.

Câmeras sofríveis

O que mais incomodou no smartphone, de longe, foram as câmeras, ambas de 13 MP. Tanto a principal quanto a de selfie tem graves falhas, que tornam o processo de tirar uma foto com qualidade bem complicado.

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É difícil, mas dá para tirar uma foto razoável

A câmera principal funciona bem quando as condições de luz estão boas, mas basta aparecer o sol diretamente na lente que a foto fica ruim. As imagens noturnas também decepcionaram.

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Quando o sol bate na câmera, a imagem fica ruim

O grande problema das câmeras é a estabilização. O recurso que impede que as imagens saiam tremidas é digital (não óptico, como em aparelhos mais caros), então tirar uma foto que não saia borrada ou tremida é penoso. O smartphone também tem problemas para focar, especialmente na função vídeo.

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A foto sai boa quando as condições de luz estão boas...

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...mas estabilidade ruim pode deixar ela tremida

A câmera de selfie tem ainda mais defeitos que a principal: a luz estourou em qualquer ambiente iluminado. Existe um modo chamado "foco da selfie", que desfoca o fundo via software, mas tudo o que ele faz é deixar as imagens ainda piores.

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Câmera de selfie em ambiente com luz artificial

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Quando o fundo é desfocado, imagem fica pior ainda

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Não é efeito: a foto fica assim quando o sol bate na câmera

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Selfie no escuro também não fica lá essas coisas...

O aparelho pelo menos tem 32 GB de armazenamento, o que é um espaço razoável para guardar as fotos --e você ainda pode expandi-lo com um cartão de memória.

TV digital

A TV digital é fácil de usar: basta conectar um acessório que funciona como antena à entrada do fone de ouvido (na outra ponta do acessório, é possível conectar seu fone). Mas, durante nosso teste, o sinal ficou instável. Não pegou no metrô de São Paulo, o que era esperável, mas também não funcionou bem quando o metrô estava na superfície. 

O sinal é full seg (ou seja, transmite em qualidade HD em condições ideais de sinal). A tela também tem resolução HD e suas 5,5 polegadas são suficientes para ver conteúdos confortavelmente. A qualidade Super Amoled ajuda a ver tudo com bom contraste de cores, mas a falta de um ajuste automático do brilho atrapalha.

Design antigo

A tela infinita ainda não chegou à linha J. No J7 Prime2, temos muita borda e muitos botões (físicos, inclusive), o que resulta em um celular grande e difícil de usar com uma mão – o touch instável também é um ponto negativo.

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A traseira do J7 Prime2 é elegante, com corpo de metal

O corpo é de metal, o que deixa o aparelho mais resistente. Mas a saída do áudio fica num lugar ruim, onde o som costuma ser abafado pelo dedo. Ao menos o som é alto e de boa qualidade.

O celular ainda conta com leitor de digitais na frente do modelo, junto ao botão home. Ele funciona bem e é bem rápido, aumentando a segurança do aparelho.

Vale a pena?

A câmera me decepcionou, e também esperava mais do desempenho. Se esses dois fatores são essenciais para você, considere procurar outro modelo. Na mesma faixa de preço, você encontra o Moto G6 (R$ 1.299), Zenfone 4 Selfie (R$ 1.249) e LG Q6 (R$ 1.000) --cada um deles com seus defeitos, importante ressaltar. 

O G6 e o Zenfone 4 Selfie são um pouco mais caros, mas apresentam câmeras duplas e por isso as fotos podem ficar um pouco melhores, com outros efeitos. Talvez valha a pena pagar um pouco a mais por isso. Já o Q6 tem tela infinita em sua parte frontal. 

Se puder economizar e juntar um pouco mais, vale tentar pegar um smartphone um nível acima - por R$ 500 a R$ 700 a mais você já consegue o Zenfone 4, Galaxy A8 e outros. O J7 Prime2 é um celular que funciona para quem busca o básico, com só um gostinho pequenos dos mais caros.

Direto ao ponto: Galaxy J7 Prime2

Tela: 5,5 polegadas HD Super Amoled 
Sistema Operacional: Android 8
Processador: Exynos 7870 octa-core 1,6 GHz
Memória: 32 GB de armazenamento e 3 GB de RAM
Câmeras: traseira e frontal (13 MP)
Dimensões e peso: 151.7 x 75 x 8 mm e 170 gramas
Bateria: 3.300 mAh
Pontos positivos: TV digital e preço
Pontos negativos: desempenho e câmera
Preço: R$ 1.099

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