Prepare-se, o botão sumiu! Novo Android te fará reaprender a usar o celular

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

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    Reparou que os três botões deram lugar a uma barrinha?

    Reparou que os três botões deram lugar a uma barrinha?

Uma das principais estrelas do Google I/O 2018, conferência que aconteceu mês passado nos EUA, o Android P está previsto para estrear oficialmente na segunda metade deste ano. Mas, se você tiver um dos 12 aparelhos que podem utilizar a versão beta, já pode testar uma versão preliminar do sistema operacional.

Além dos celulares Google, há aparelhos de marcas como Sony, OnePlus, Essential Phone e Xiaomi. Dos celulares que vendem no Brasil, consta na lista o Sony XperiaXZ2.

Testamos a versão beta do Android P num celular Google Pixel 2, e bastou interagir com ele por alguns minutos para notar que o novo sistema operacional traz mudanças muito mais profundas do que as vistas em versões anteriores.

Dá inclusive para dizer que os usuários de Android mais experientes que quiserem aproveitar ao máximo as principais novidades terão que "se reciclar" e reaprender a utilizar o seu smartphone

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A era dos gestos


De cara, é possível ver que o Android P quebra uma tradição de mais de quase sete anos: não haverá mais o trio de botões virtuais da base do aparelho. No lugar deles, apenas um botão.

Essa será a primeira barreira que usuários "das antigas" irão enfrentar. Os botões do atual layout, que estreou nos celulares em 2011 com o Android 4.0 Ice CreamSandwich, são utilizados em qualquer atividade do celular, seja voltar uma página em um navegador, sair de apps ou retornar à tela inicial.

Ao removê-los, o Google deu um passo similar ao da Apple quando removeu o botão "Home" no iPhone X.

A boa notícia para quem estranhar a novidade e quiser manter as coisas como estão é que a nova interface pode ser ativada ou desativada no menu. Então, é possível ter os três botões de volta --pelo menos na versão de testes.

Mas, passado o período de adaptação, é possível dizer que essa nova interface agiliza o uso dos celulares Android. Com ela, os gestos ganham importância, o que faz o novo botão acumular funções. 

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Novos menus do sistema Android

Arraste-o levemente para cima para abrir um menu, que funciona na horizontal, com telas em miniatura que mostram os últimos apps utilizados.

"Jogue" cada tela para cima para fazer o app ser fechado, como acontece no iPhone --a ciranda de apps abertos perdeu a função "fechar todos", do Android Oreo. 

De acordo com o Google, um novo sistema de gerenciamento de bateria e recursos de processamento evita que esses apps "abertos" interfiram no funcionamento do celular. 


Como o botão único da tela inicial funciona na horizontal, você pode deslizar o dedo para a direita e alternar entre o app aberto e o que estava usando antes. Segurar o botão e puxar para a extremidade direita permite que você circule entre os aplicativos abertos. Para a abrir a tela com todos os seus aplicativos, arraste o botão em um movimento mais longo para o topo do aparelho.

Nesta tela, uma novidade: as suas duas principais ações ficam em destaque, seja o contato que você mais fala no Whatsapp ou algum app que usa com frequência.

Mais cores e novidades

O Android P também traz novas interfaces para algumas atividades recorrentes do aparelho. Uma das mais eficientes neste sentido diz respeito ao controle de volume: ao apertar a tecla para aumentar ou diminuir, um menu aparece próximo à posição que elas ficam no corpo do aparelho. Isso permite ajustar o nível com uma só mão ou silenciar o celular.


O menu de configurações rápidas também ficou mais colorido e agora exibe ícones que ficam azuis quando ativados.

A forma de utilização também é diferente: apertar brevemente sobre um deles ativa ou desativa aquela função, enquanto segurar o dedo sobre o ícone abre configurações especializadas sobre a funcionalidade escolhida. Também é possível definir um tempo máximo de uso para aplicativos como o YouTube.

Os ícones de aplicativos também trazem novos menus contextuais, que aparecem quando seguramos o dedo sobre eles. É possível, por exemplo, segurar o dedo sobre o ícone da câmera e abrir diretamente a câmera frontal do aparelho. Ou, ainda, abrir diretamente uma nova guia no Chrome ou já abrir uma janela no Gmail para criar um novo email. Como já acontece no iOS, da Apple.

Mais por vir

Nesta versão beta, há ainda novos recursos menos óbvios, como o modo "Não perturbe", que permite escolher mais opções para silenciar, e a bateria adaptativa, que evita que apps pouco utilizados consumam muita carga.

Entre as novidades anunciadas durante o Google I/O, algumas ainda não deram as caras. Um exemplo é o painel que mostra o tempo de uso de cada aplicativo e função do celular, criado com o intuito de conscientizar as pessoas sobre exageros no tempo gasto usando o smartphone.

Essas e outras novidades deverão dar as caras na metade do ano, quando a versão beta do sistema operacional deverá ser atualizada. E, claro, estarão presentes na versão final do sistema operacional, no final do ano.

Por ora, nenhuma fabricante de smartphones presente no Brasil divulgou um cronograma de atualização. A julgar pelo ocorrido nos últimos anos, é de se esperar que a novidade chegue a esses aparelhos dentro de um período de seis meses após o sistema operacional ser lançado.

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