De olho na segurança

Após morte de jovem, fica o alerta: não use o celular carregando

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Instagram

    Iago Aguiar, do 2º ano do ensino médio, assistia a uma aula no momento do acidente

    Iago Aguiar, do 2º ano do ensino médio, assistia a uma aula no momento do acidente

A morte de um jovem de 16 anos no interior do Ceará após um choque elétrico trouxe novamente à tona o perigo de usar o celular enquanto a bateria do dispositivo está sendo recarregada.

O caso aconteceu dentro de uma escola em Tianguá, 310 km de Fortaleza. Dentro do laboratório de informática do colégio, o estudante Iago Aguiar desconectou o aparelho da tomada e inseriu o carregador na entrada USB do computador, aparentemente para continuar a recarga. Ao tentar atender uma ligação recebida minutos depois, o jovem recebeu o choque elétrico.

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A causa da morte ainda está sendo investigada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) em Sobral. De qualquer forma, vale o alerta: evite ao máximo usar aparelhos que estejam conectados em uma rede que fornece energia, seja tomada ou computador.

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A morte do jovem, infelizmente, não foi a única do tipo. Recentemente, uma bombeira voluntária teve boa parte do corpo queimado em um incêndio e faleceu dias depois. Especula-se que ele tenha começado após um curto-circuito provocado por um celular que estava recarregando na tomada.

Segundo especialistas, um curto-circuito (e possíveis incêndios ou explosões provocados por carregadores de celular) não é algo tão comum, mas o perigo existe sempre que estamos falando de redes elétricas. 

A porta USB ou o carregador não são os maiores vilões em casos de incêndio, segundos os especialistas. Mas o perigo pode estar no uso de carregadores piratas ou na rede elétrica com problemas.

Carregadores originais, homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), só fornecem energia para o celular se eles estiverem ligados ao aparelho. Os especialistas afirmam que eles funcionam como um interruptor sem a lâmpada quando não estão ligados ao aparelho. Por isso, o risco de eles causarem algum curto-circuito é bem pequeno.

No caso dos piratas, isso não tem como ser garantido. Ele pode fornecer energia além da necessária para que o celular seja recarregado e puxar energia mesmo quando o celular não está conectado, explica o professor João Carlos Lopes Fernandes, do Instituto Mauá de Tecnologia.

A recomendação é sempre tirar o carregador da tomada assim que o ciclo de recarga for concluído, seja ele original ou pirata. Isso por que existe também o risco de um raio atingir a rede elétrica em dias de chuva. Aí, nenhum sobrevive, dependendo do impacto.

Além disso, problemas na rede elétrica do local potencializam curto-circuitos, segundo Antonio Carlos Gianoto, professor do departamento de engenharia elétrica da FEI. Se a rede for muito velha e não passar por manutenção preventiva com frequência, há chances reais de choque ou incêndios.

O mesmo vale para computadores e notebooks que também ajudam durante na recarga de bateria. É fundamental que eles passem por manutenções, porque conduzem essa eletricidade.

E você já ouviu falar ou leu alguma notícia relacionada a mortes no chuveiro ou banheiras? Nestes casos, o risco de um curto-circuito é bem grande, já que a água pode funcionar como um bom condutor de eletricidade.

Ou seja, evite lugares úmidos, sempre tire tudo da tomada após o uso, e não use o celular enquanto ele está recarregando.

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