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Sabe aquele celular basiquinho? Moto E5 vai além e traz bateria de peso

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

Quem acompanha os lançamentos da Motorola já deve ter percebido que ela tem investido em boas baterias. Com o Moto E5, o mais novo modelo de entrada da marca, não foi diferente.

A empresa iniciou as vendas da nova geração da família no dia 8 de maio, e o E5 chegou custando R$ 899 --um pouquinho mais caro que o Moto E4 lançado no ano passado. Pela diferença nas configurações, os R$ 50 reais a mais valem a pena.

Indo direto ao ponto, o que chama a atenção é mesmo a bateria, e os seus 4.000 mAh de capacidade. Para um celular básico, isso não é muito comum de encontrar por aí. A Motorola conseguiu um bom equilíbrio no conjunto tela, processamento do celular e consumo de bateria.

E lembrando: quanto maior a quantidade de miliampere-hora, mais longa é a autonomia do aparelho.

Resolvi testar mais a fundo essa capacidade e deixei um vídeo rodando e músicas tocando por várias horas seguidas (com conexão wi-fi). Após quase 5 horas de vídeo, a bateria diminuiu 33%. Após 2h50 de música, ela só caiu mais 10%.

Se com um uso intenso assim ainda sobrou mais de 50% de bateria para usar, imagina se eu tivesse usado o celular só com o básico?

Em outro teste, fiz um uso mais moderado do Moto E5, com redes sociais, vídeos mais curtos, fotos. E a bateria durou mais de um dia e meio completo longe da tomada. Acho que ela pode durar até mais, dependendo do seu uso.

Design e tela

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Falando agora da tela e da qualidade das imagens, o resultado não é tão surpreendente quanto o da bateria, mas fica dentro da média.

A tela cresceu entre o Moto E4 e o modelo atual, indo de 5 polegadas para 5,7 polegadas. Agora, ela tem resolução HD+ (1.440 x 720 pixels). Não é a mais incrível do mercado, mas dá para assistir filmes e séries tranquilamente.

O legal é que a proporção em relação ao display mudou para 18:9, é aquela que tenta ocupar quase toda a frente do aparelho, quase uma borda infinita.

Nós até vemos algumas bordas na parte superior e inferior, mas o Moto E5 ficou mais bonito.

O corpo é de alumínio e pesa 174 g. Ele é super confortável de segurar nas mãos.

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Fotos medianas

O lançamento da Motorola tem uma câmera principal de 13 MP. Em geral, as fotos ficam na média. Não são incríveis, mas nem sempre serão uma catástrofe.

Uma dica é procurar tirar fotos em ambientes com boa iluminação. 

Só é importante dizer aqui que a foto final fica com cores mais sóbrias. Ou seja, a planta não fica tão verde, o céu não fica tão azul.

Além disso, o processamento entre uma imagem e outra demora para ser concluído.

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Foto com luz natural

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Foto com luz natural

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Foto noturna

Não espere muito das selfies... A câmera frontal tem 5 MP de resolução, e as imagens são ruins. Ficam borradas, principalmente se o local estiver escuro.

Em ambientes muito iluminados, a luz pode estourar.

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Selfie tirada com luz de estúdio

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Selfie com pouca luz ambiente

16 GB é coisa do passado

Um ponto bem negativo do Moto E5 é o seu armazenamento. Ele tem só 16 GB de memória interna. O que você faz só com isso hoje em dia?

Ele até aceita um cartão de memória, mas você será um gasto a mais.

E o desempenho?

Não é perfeito e talvez irrite muito os mais acelerados. Mas estamos falando de um celular básico, de entrada. Ele conta com um processador Snapdragon 425 com oito núcleos e memória RAM de 2 GB. 

Com jogos mais pesados, ele vai acabar travando. Mas, como nem todo mundo gosta de jogar no celular, isso é relativo. Durante o uso, rolam algumas engasgadas, mas em nossos testes não foi nada fora do esperado para a categoria.

No teste que avalia a agilidade e eficiência do processador (usando o aplicativo Greekbench 4), o Moto E5 registrou 652 pontos de desempenho médio em cada um dos oito núcleos e 1.827 em relação aos múltiplos núcleos.

O Moto E4 Plus (R$ a partir de 599) registrou no mesmo teste 530 e 1.526, respectivamente. Outro concorrente dentro da mesma categoria, o Galaxy J5 Prime (a partir de R$ 614) teve um desempenho parecido com o do Moto E5, registrando 609 em cada um de seus núcleos e 1.812 no conjunto do processador.

Custo x benefício

O preço é interessante para quem precisa de um celular com ótima bateria, para tarefas básicas do dia a dia.

Um detalhe é que o Moto E5 colocou o sensor biométrico aqui na parte de trás. O anterior não tinha nada disso.

No site oficial da Motorola, ele custa R$ 899. Mas é possível encontramos em sites parceiros por uns R$ 773. Se quiser saber mais sobre outros celulares, dê uma olhada na página de testes do UOL Tecnologia

Ficha técnica: Moto E5

Tela: 5,7 polegadas HD+
Sistema operacional: Android 8.0
Processador: Snapdragon 425 octa-core (1,4 GHz)
Memória: 16 GB de armazenamento e 2 GB de RAM
Câmeras: 13 MP (principal) e 5 MP (frontal)
Dimensões e peso: 154,4mm x 72,2mm x 8,95mm e 174g
Bateria: 4.000 mAh
Pontos positivos: bateria gigante, sensor biométrico e confortável de usar
Pontos negativos: câmeras medianas e pouco espaço de armazenamento
Preço: R$ 899

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