Finalmente alguém pensou em colocar robôs para gerenciar malas no aeroporto

Do UOL, em São Paulo

  • Precisa mesmo cuidar disso tudo no braço?

    Precisa mesmo cuidar disso tudo no braço?

A Emirates, maior empresa aérea de longa distância do mundo, não consegue entender por que os robôs ainda não estão administrando as bagagens nos aeroportos -- afinal eles já fazem isso, por exemplo, nos armazéns da Amazon.com. Segundo o presidente da empresa, Tim Clark, este é um passo óbvio, que a companhia deve dar em breve. 

Ele apresentou recentemente o que imagina que a automação, a inteligência artificial e o big data são capazes de fazer no setor aéreo. A conclusão dele (e, cá entre nós, da maioria das pessoas que andam de avião) é de que os robôs podem, sem necessidade de intervenção humana, identificar malas, colocar em recipientes pré-determinados e, depois, tirá-las da aeronave.

O processo todo, desde a chegada ao aeroporto, passando pelo check-in e pelo controle de imigração até as portas de embarque, se tornaria mais harmonioso e direto, acredita.

É possível, inclusive, reduzir aquela que ainda é a parte mais trabalhosa do voo: o controle central de segurança.

Com a tecnologia, defende Clark, é possível verificar a segurança enquanto o passageiro caminha pelo sistema, sendo inspecionado por "diversas entidades".

Se houver algum problema, "algo aparecerá -- não saberia dizer se seria um humanoide ou outra coisa -- para parar [o passageiro]":

Somos realmente capazes de fazer isso. Tudo se faria com tecnologia já existente 

A Emirates já está perto de produzir um sistema de segurança no qual os passageiros passam caminhando e que não exige que tirem botas, cintos, celulares e chaves.

A construção do novo Aeroporto Internacional Al Maktoum, ao sul de Dubai, que segundo Clark foi projetado com "mentalidade antiga", foi paralisada para que sua arquitetura possa ser retrabalhada para acomodar novas tecnologias e a Internet das Coisas.

"Mesmo que isso gere um atraso de alguns anos, teremos que fazê-lo", disse Clark. "Aqueles que não fizerem isso serão crianças-problema no futuro." (Com Bloomberg) 

Reprodução/Giphy

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