Quem é o brasileiro que criou óculos da Microsoft e prevê o fim do celular

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Alex Kipman

    Alex Kipman

Talvez você não saiba, mas o criador do Microsoft Hololens é o cientista brasileiro Alex Kipman.

Nascido em Curitiba, ele foi escolhido pela revista "Time" como um dos "25 nerds influentes do ano", e neste ano foi indicado ao prêmio Inventor Europeu pelos óculos inteligentes -- primeiro computador holográfico autônomo do mundo que executa Windows 10.

O óculos projeta o conteúdo que está sendo visto pelo usuário no ambiente onde ele está. 

Por aqui, a realidade mista ainda não ganhou o coração dos brasileiros. Mesmo assim, Kipman defende que ela substituirá a paixão da atual geração pelos celulares

Beck Diefenbach/Reuters
Funcionária da Microsoft utiliza HoloLens

Ele, inclusive, classificou como "arrogantes" aqueles que duvidam que a realidade mista, uma combinação de imagens reais e virtuais, possa seduzir os usuários em pouco tempo e dominar o mercado.

"Pense quanto tempo levou para passarmos das pontes primitivas até construirmos a Golden Gate (famosa ponte de San Francisco)", disse o brasileiro em entrevista à Agência Efe.

Segundo Kipman, as telas retangulares dos smartphones serão substituídas por vestíveis capazes de reproduzir holografias em um futuro não tão distante. O cientista acredita que os óculos inteligentes possuem tanto potencial que podem substituir até outros eletrônicos que conhecemos atualmente.

"Estamos nos primeiros cem anos da tecnologia informática, é arrogante crer que não vamos avançar em inovação com a velocidade que atingimos até então. As gerações que virão não entenderão nossa paixão pelos celulares", previu o brasileiro.

"O potencial desses aparelhos é tanto que eles um dia podem substituir nossos smartphones, televisões e todas as outras telas. Uma vez que seus apps, informações e até mesmo vida social serão projetados na sua linha de visão, você não precisará de nenhum outro gadget com tela. É a conclusão natural da realidade mista", afirmou.

Embora o preço dos primeiros protótipos do HoloLens, lançados em 2015, possam custar até US$ 5.000, Kipman afirmou que a realidade aumentada é a "nova tendência" na computação.

"A tecnologia avança por temporadas, como as estações do ano. Ainda seguiremos usando telefones e computadores por muito tempo, mas, historicamente, podemos dizer que já é uma tendência em queda. Não terei um celular no bolso pro resto da vida", indicou.

Segundo o brasileiro, a Microsoft optou por manter um preço mais alto no HoloLens enquanto melhora o produto. Com o tempo, diz ele, alternativas mais econômicas serão lançadas e se transformarão em uma tecnologia imprescindível para as pessoas.

"A invenção é um passo prévio necessário antes que algo seja globalmente adotado, e é um indicador das tendências que virão", avaliou Kipman. (Com Efe e Adrenaline) 

Reprodução/Giphy

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