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Musk e subsidiária do Google assinam acordo contra criação de IA assassina

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

    A mobilização é para que robôs como os dessa da foto não venham a existir

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Em uma semana conturbada tanto para Elon Musk quanto para o Google, o executivo-chefe da Tesla (e outras empresas) e três fundadores da DeepMind, subsidiária do gigante de buscas, assinaram um juramento no qual prometem não desenvolver "armas autônomas letais".

O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (18) na International Joint Conference on Artificial Intelligence (IJCAI) em Estocolmo, Suécia. A notícia vem pouco mais de um mês depois do Google publicar uma cartilha proibindo que sua tecnologia de inteligência artificial seja usada em armamentos.

O texto assinado por figurões da tecnologia diz que sistemas que usam inteligência artificial para atacar alvos sem intervenção humana apresentam riscos morais e pragmáticos. Quanto à moralidade, a decisão de tirar uma vida humana "nunca deve ser delegada à uma máquina", enquanto pragmaticamente existe o risco de a dispersão desse tipo de armamento ser "desestabilizador para todos país e indivíduo".

Fora Musk, Jaan Tallinn, fundador do Skype, Shane Legg, Mustafa Suleyman e Demis Hassabis, todos da DeepMind, assinaram o documento. O texto também recebeu o apoio de acadêmicos que são referências em pesquisas no ramo.

Professor de física no Massachusetts Institute of Technology, Max Tegmark publicou um comunicado comemorando a mudança de posicionamento dos líderes da inteligência artificial. Ele ainda afirmou que o juramento impôs limites para o desenvolvimento de tecnologias deste gênero para fins militares, algo que políticos ainda não buscaram.

A participação da DeepMind neste negócio é significativa especialmente pelo fato do Google se envolver em um escândalo de colaboração militar com o governo americano. O chamado Projeto Maven foi assinado em 2017 com o Pentágono para que a empresa ajudasse no aperfeiçoamento da inteligência artificial dos drones militares.

Isso gerou protestos internos, com dezenas de pedidos de demissão, que convenceram a empresa a não renovar o contrato com o Pentágono – este tem duração até 2019.

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