CEO da Airbnb oferece papel maior a anfitriões

Por Heather Somerville

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Airbnb convidou nesta terça-feira alguns dos proprietários de imóveis listados em sua plataforma, conhecidos como anfitriões, para que participem de reuniões do conselho executivo e ofereceu a eles um contato mais direto com seu presidente-executivo, em uma tentativa de dar um papel maior na gestão a pessoas essenciais para o sucesso da empresa.

O Airbnb, líder de serviço online de aluguel de residências, depende da lealdade e ativismo de seus anfitriões -pessoas que alugam suas casas e apartamentos através do site da empresa- em suas batalhas contra reguladores em cidades de todo o mundo.

Ao contrário dos convidados que usam Airbnb, os anfitriões são geralmente eleitores e contribuintes em suas comunidades, e têm mais influência com autoridades eleitas. O ativismo do anfitrião foi crucial para a derrota da Proposição F em San Francisco, uma votação em 2015 para limitar aluguel de curto prazo.

Em um evento na sede dO Airbnb em San Francisco na terça-feira, com a presença de dezenas de anfitriões do Airbnb de todo o mundo, o presidente-executvo Brian Chesky anunciou que terá uma comunicação mais direta com os anfitriões por meio de emails periódicos e eventos trimestrais do Facebook Live. Ele acrescentou que o Airbnb vai criar um conselho consultivo composto de anfitriões e convidará certos anfitriões para uma reunião de conselho uma vez por ano.

A Airbnb também expandirá o número do que chama de "clubes dos anfitriões" de 114 para 1.000 até o final de 2018, disse Chesky. Os clubes dos anfitriões foram lançados em 2015 como um esforço para angariar anfitriões para se engajarem com autoridades locais e evitarem repressões regulatórias. Chesky também disse que assumiria o título adicional de chefe de comunidade.

O Airbnb enfrenta oposição de governos locais e da indústria hoteleira estabelecida em muitos lugares, assim como o serviço de transporte urbano por aplicativo da empresa Uber Technologies [UBER.UL] enfrenta oposição dos reguladores locais e dos serviços de táxi existentes.

O Uber tem se beneficiado tanto de passageiros como de motoristas que fazem lobby junto a autoridades eleitas locais para legalizar o serviço, mas o Airbnb tem o problema de que os hóspedes que ficam em residências do serviço geralmente são de outra cidade ou país.

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