BlackBerry mira em software para voltar a crescer

TORONTO (Reuters) - Apesar de a BlackBerry ter se separado da área de smartphones que prejudicava o seu desempenho, a companhia canadense tem enfrentado dificuldade para convencer os céticos de que pode voltar a crescer por meio de uma divisão de software revigorada.

A companhia, que divulga os resultados do quarto trimestre nesta sexta-feira, afirma que não tem grandes deficiências em seu portfólio de programas, graças à integração de uma série de aquisições.

A empresa, porém, admite que precisa levar esses produtos para setores como de saúde e automotivo e outros em que espera basear seu crescimento futuro.

"A BlackBerry é uma entidade completamente diferente do que era há uma década", disse Nicholas McQuire, analista de Tecnologia da Informação da consultoria CCS Insight. "Entretanto, ainda precisa educar empresas, principalmente aqueles que estão fora de sua área de influência sobre esta 'nova BlackBerry'", afirmou.

Investidores não têm certeza sobre o valor da companhia e esperam uma indicação do presidente-executivo, John Chen, que vai precisar de um impulso final para atingir o crescimento de 30 por cento em receita com software que a BlackBerry tinha prometido no recém completado ano fiscal.

O mercado espera que a BlackBerry apresente um resultado praticamente de equilíbrio financeiro no trimestre passado e receita de 1,4 bilhão de dólares. No seu auge, a companhia tinha receita trimestral de cerca de 5,5 bilhões de dólares.

A nova empresa mudou seu foco de venda de celulares e de toda a infraestrutura de hardware e software necessária para clientes corporativos e de governo administrá-los, para uma companhia especializada em segurança de uma série de aparelhos rivais e do fluxo de informação entre eles.

As aquisições pela BlackBerry da Good Technology e da WatchDox em 2015 ajudaram a companhia canadense a assegurar posição de liderança no mercado de dispositivos móveis usados por empresas. Além disso, o sistema operacional industrial QNX da empresa é fundamental para que a companhia atinja suas ambições no mercado de carros autônomos.

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