Facebook entrega a promotores da Suécia imagens de suposto estupro coletivo

ESTOCOLMO (Reuters) - Promotores suecos que investigamum suposto caso de estupro coletivo transmitido ao vivo por uma ferramenta do Facebook afirmaram nesta sexta-feira que receberam da rede social uma cópia das imagens.

Os promotores acusaram este mês dois homens pelo estupro de uma mulher em janeiro e de um terceiro pelo crime de "difamação grave" ao ter transmitido o ocorrido ao vivo pela rede social. Os três negam as acusações.

"Recebemos o material", disse o promotor Magnus Berggren à Reuters, afirmando que ele tinha confirmação de que o suposto ataque à mulher foi transmitido ao vivo.

A Suécia fez um pedido formal ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos para ter ajuda na obtenção das imagens junto ao Facebook. A polícia foi alertada para o caso por internautas que viram a transmissão.

A ferramenta Facebook Live permite que qualquer pessoa com uma câmera transmita vídeo ao vivo diretamente do celular, sem qualquer regulação como as impostas sobre emissoras tradicionais.

Representantes do Facebook não puderam comentar o assunto de imediato.

A empresa norte-americana afirmou em 15 de março que tinha atendido a pedidos relacionados a casos de crimes. "Apoiamos autoridades locais que fazem pedidos de dados relacionados a investigações criminais, particularmente quando envolve a segurança de jovens", disse a empresa em comunicado.

(Por Anna Ringstrom e Olof Swahnberg)

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber as principais notícias do dia de graça pelo Facebook Messenger? Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos