Alemanha quer G20 envolvido em expandir internet global rápida até 2025

BERLIM (Reuters) - A Alemanha quer aproveitar a presidência do G20 para promover internet de alta velocidade para todos, definir padrões técnicos comuns e promover o aprendizado digital, informou a ministra de Economia, Brigitte Zypries.

Os comentários de Zypries foram feitos antes da primeira reunião de ministros do G20 encarregados de política digital, que ocorrerá no fim desta semana em Dusseldörf, antes de uma cúpula do grupo presidida pela Alemanha, em julho.

A Alemanha quer que o G20 estabeleça um plano concreto, incluindo o lançamento de internet rápida em todo o mundo até 2025.

"A mensagem deve ser: estamos trabalhando juntos para criar as oportunidades da revolução digital disponível a todos e a regular por meio de uma estrutura de regras", afirmou Zypries à Reuters por email.

A ministra alemã disse que seu país e a Europa estavam em uma boa posição para assumir a liderança no desenvolvimento da chamada Internet das Coisas (IoT), na qual objetos regulares estão conectados a redes para enviar e receber dados.

Até 2020, 21 bilhões de dispositivos IoT serão usados em todo o mundo, ante apenas 5 bilhões no ano passado, segundo estimativa da consultoria Gartner. Contudo, especialistas argumentam que a falta de regras globais impedem o setor de atingir todo o seu potencial.

Zypries disse não estar preocupada que os Estados Unidos não serão representados em nível ministerial na reunião na Alemanha, observando que a gestão do novo presidente Donald Trump ainda estava preenchendo dezenas de posições.

"No final, não é uma questão de quem está sentando à mesa, e sim alcançar um resultado bom e resiliente juntos", afirmou ela. A ministra reiterou, contudo, preocupações com o crescente protecionismo dos EUA, destacando que empresas norte-americanas como Google, Facebook e Apple são líderes em produtos e serviços digitais.

"Elas exportam seus produtos e serviços de modo muito bem sucedido no mundo, também para Alemanha, e dependem do livre comércio. Os EUA também precisam de nossas máquinas e produtos para fortalecer a indústria americana", afirmou ela.

(Por Gernot Heller)

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