Empresa norte-americana planeja retorno à Lua, desta vez com robôs

CABO CANAVERAL, Flórida, EUA (Reuters) - Uma empresa privada planeja usar espaçonaves robóticas para lançar uma série de missões comerciais para a Lua, cerca de 45 anos após o último pouso lunar realizado pela Nasa, disseram representantes nesta quarta-feira.

A Moon Express, com sede no Cabo Canaveral, na Flórida, está desenvolvendo uma frota de naves espaciais robóticas de baixo custo, que pode ser montada como um jogo de Lego, para lidar com missões cada vez mais complexas, disse o fundador e presidente-executivo da empresa, Bob Richards, em entrevista.

A nave espacial inicial, conhecida como MX-1E, está programada para voar antes do final do ano a bordo do foguete propulsor Rocket Lab Electron, que será lançado da Nova Zelândia.

A Moon Express espera que o empreendimento ganhe o prêmio de 20 milhões de dólares do Google, mas Richards disse que a vitória não era essencial. A companhia levantou mais de 45 milhões de dólares de investidores privados para construir sua primeira nave espacial e comprar serviços de lançamento.

"O prêmio Lunar X do Google... é a cereja do bolo", disse Richards.

O Google está oferecendo um prêmio de 20 milhões de dólares para a primeira equipe com financiamento privado a pousar uma nave espacial na Lua; a fazer o artefato voar, andar ou saltar pelo menos 500 metros; e retransmitir imagens e vídeos de volta à Terra. O segundo prêmio é de 5 milhões de dólares.

Os concorrentes tem até o dia 31 de dezembro para lançar suas naves espaciais.

O Google também está oferecendo dinheiro extra para outros marcos, como viajar 5 km, pousar perto de um local de desembarque da Apollo ou encontrar provas de água.

Richards apresentou o design espacial em Washington na quarta-feira.

A empresa planeja montar uma base robótica permanente no pólo sul da Lua para prospectar água e outros materiais. Até 2020, a Moon Express espera retornar amostras lunares para a Terra para pesquisa e venda comercial.

As séries MX de naves espaciais também pode ser ampliada para viagens a outros destinos, como as luas de Marte. A empresa espera completar a primeira nave espacial em setembro.

(Por Irene Klotz)

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