De olho na segurança

Hacker que pôs fim ao ataque WannaCry é preso por espalhar vírus bancário

Dustin Volz

Em San Francisco

  • Frank Augstein/AP

    15.mai.2017 - Especialista em TI, britânico Marcus Hutchins dá entrevista sobre ter freado o avanço do ataque cibernético mundial WannaCry

    15.mai.2017 - Especialista em TI, britânico Marcus Hutchins dá entrevista sobre ter freado o avanço do ataque cibernético mundial WannaCry

Um pesquisador de segurança cibernética amplamente reconhecido por ajudar a neutralizar o ataque global do vírus WannaCry neste ano foi preso sob acusações de ciberpirataria não relacionadas ao ataque, segundo documentos judiciais divulgados nesta quinta-feira.

Marcus Hutchins, um pesquisador de vírus de computadores britânico que ganhou atenção por encontrar uma forma de desativar o WannaCry em maio, foi detido por autoridades do FBI no Estado de Nevada na quarta-feira, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça, dias após ele e dezenas de milhares de hackers terem participado das conferências de segurança cibernética Black Hat e Def Con, em Las Vegas.

O pesquisador, também conhecido como "MalwareTech", é acusado de anunciar, distribuir e lucrar com códigos do vírus conhecido como Kronos, que rouba credencias bancárias online e dados de cartões de crédito. A atividade alegada ocorreu entre julho de 2014 a julho de 2015, segundo a acusação. O Departamento de Justiça disse que o programa foi usado para roubar as credenciais de sistemas bancários do Canadá, Alemanha, Polônia, França, Reino Unido e outros países.

Hutchins, que enfrenta seis acusações relacionadas ao Kronos, foi acusado junto com outro réu não identificado em 12 de junho, mas o caso permaneceu confidencial até esta quinta-feira, um dia depois de sua prisão.

O pesquisador ficou conhecido dentro da comunidade de segurança cibernética como herói por sua participação na interrupção do ataque do WannaCry, que infectou centenas de milhares de computadores e causou interrupções em fábricas de carros, hospitais, lojas e escolas em mais de 150 países.

A Reuters não conseguiu entrar em contato com Hutchins ou seu advogado.

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