China deve divulgar plano de metas para carros elétricos em breve, mas adiar implementação

PEQUIM (Reuters) - A China provavelmente adiará a implementação de novas e mais duras cotas para veículos elétricos, dando às montadoras mundiais mais tempo para se prepararem, disseram à Reuters quatro autoridades da indústria automotiva.

Com base em conversas que tiveram com legisladores chineses, as fontes disseram que o plano final para cotas de vendas de carros elétricos pode ser apresentado em dias ou semanas.

Mas as mudanças não devem ser implementadas até 2019, um ano depois do previsto inicialmente, disseram as fontes, alertando que as coisas ainda podem mudar.

Os fabricantes automotivos globais escreveram para o chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em junho, pedindo a suavização das propostas para os chamados veículos de nova energia (NEV, na sigla em inglês), que abrangem todos os veículos de bateria elétrica e principalmente os híbridos.

Interessada em combater a poluição do ar e acabar com a distância competitiva entre as novas montadoras locais e suas rivais multinacionais, a China quer definir metas para que carros híbridos ou totalmente elétricos representem ao menos um quinto do total das vendas de carros no país até 2025.

De acordo com a mais recente proposta, 8 por cento das vendas das montadoras teriam que ser de carros elétricos ou modelos híbridos até 2018, aumentando para 10 por cento em 2019 e 12 por cento em 2020.

A China provavelmente introduzirá cotas de vendas de NEVs para 2018, mas não as implementará até um ano depois, disseram as quatro pessoas, indicando que as montadoras não seriam penalizadas se não conseguirem cumprir as novas cotas imediatamente.

(Por Norihiko Shirouzu)

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