Na ONU, Reino Unido pressionará empresas de internet a remover conteúdo extremista mais rápido

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Líderes do Reino Unido, França e Itália pressionarão as empresas de media social nesta quarta-feira para que removam "conteúdo terrorista" da Internet dentro de uma ou duas horas após a publicação, pois dizem que este é o período em que a maior parte desses materiais são disseminados.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, levantarão a questão em um evento durante a reunião anual de líderes mundiais nas Nações Unidas.

O Facebook, a Microsoft e o Google, da Alphabet, disseram que vão participar do encontro.

A União Européia ameaçou criar uma legislação se as empresas de Internet não intensificarem os esforços para policiar o que está disponível na web.

A missão britânica na ONU disse que May dará reconhecerá o progresso feito, mas incentivará as empresas a irem "mais e mais rápido" para impedir que grupos como o Estado Islâmico espalhem material que promova o extremismo ou mostrem como fazer bombas ou atacar pedestres com veículos.

"Os grupos terroristas estão conscientes de que os links para a sua propaganda estão sendo removidos com mais rapidez e estão colocando maior ênfase na divulgação de conteúdo a toda velocidade para continuar na frente", May planeja dizer no encontro.

"A indústria precisa ir além e ser mais rápida para automatizar a detecção e remoção de conteúdo terrorista online e desenvolver soluções tecnológicas que o impeça de ser publicado em primeiro lugar", dirá May.

Respondendo à pressão de governos na Europa e nos Estados Unidos após uma série de ataques de militantes, importantes empresas criaram em junho o Fórum Mundial de Internet de Combater ao Terrorismo para compartilhar soluções técnicas para remover conteúdo extremista e trabalhar mais com especialistas em combate ao terrorismo.

O Twitter disse que removeu 299.649 contas para "promoção do terrorismo" no primeiro semestre deste ano, queda de 20 por cento nos seis meses anteriores, embora não tenha dado motivo para a queda. Três quartos dessas contas foram suspensas antes de publicar seu primeiro tuíte.

(Por Michelle Nichols)

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber as principais notícias do dia de graça pelo Facebook Messenger? Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos