Uber revê negócios na Ásia em meio a investigação nos EUA sobre pagamento de propina

(Reuters) - A Uber Technologies, que é objeto de uma investigação federal nos Estados Unidos para avaliar se a empresa infringiu leis contra suborno, iniciou uma revisão de suas operações na Ásia e notificou as autoridades dos EUA sobre os pagamentos feitos por funcionários a policiais na Indonésia, disse à Reuters uma pessoa familiarizada com o assunto.

A revisão acontece depois que a Uber anunciou em agosto que estava cooperando com uma investigação preliminar liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) sobre a possibilidade de seus gerentes terem violado leis norte-americanas contra subornos de autoridades estrangeiras, especialmente a legislação Foreign Corrupt Practices Act.

A Uber contratou o escritório de advocacia O'Melveny & Myers para revisar suas operações na Ásia. Anteriormente, a companhia havia contratado o escritório para investigar como os registros médicos de uma mulher indiana que foi estuprada por um motorista da Uber em 2014 foram obtidos, informou a Reuters em junho.

A Bloomberg noticiou primeiro a revisão que a Uber está fazendo em suas operações na Ásia. A agência de notócias disse que o O'Melveny & Myers estava examinando registros de pagamentos feitos na Ásia e entrevistando funcionários.

A agência citou pessoas com conhecimento do assunto dizendo que no final do ano passado, um funcionário da Uber em Jacarta fez vários pagamentos pequenos à polícia para que permitisse que a Uber continuasse a operar a partir de um escritório localizado em uma zona não comercial.

A Uber demitiu o funcionário e colocou de licença o chefe dos negócios da companhia na Indonésia, que aprovou o relatório de despesas, disse a Bloomberg, citando as fontes. O chefe já deixou a empresa, informou.

O porta-voz da polícia de Jacarta, Argo Yuwono, disse à Reuters que não há uma investigação sobre quaisquer pagamentos. Ele também disse que a jurisdição sobre as permissões de localização eram responsabilidade do governo local, não da polícia.

A Uber não quis comentar quando contatada pela Reuters. O Departamento de Justiça dos EUA não pode ser encontrado para comentários fora do horário comercial dos EUA.

(Por Ismail Shakil, Joe Menn, Liz Lee, Cindy Silviana, Augustinus Beo Da Costa e Aradhana Aravindan)

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