Canadá vai impor sanções contra Maduro e outras autoridades da Venezuela

Por David Ljunggren

OTTAWA (Reuters) - O Canadá vai impor sanções específicas contra 40 autoridades da Venezuela, incluindo o presidente Nicolás Maduro, para puni-los por "comportamento antidemocrático", informou o Ministério das Relações Exteriores canadense na sexta-feira.

A decisão do Canadá, que vem na sequência de determinação similar dos Estados Unidos, ocorre após meses de protestos contra o governo de Maduro, no qual pelo menos 125 pessoas morreram. Críticos dizem que ele mergulhou a nação em sua pior crise econômica e a levou à beira da ditadura.

"O Canadá não ficará silenciosa enquanto o governo da Venezuela rouba o seu povo de seus direitos democráticos fundamentais", afirmou a ministra das Relações Exteriores, Chrystia Freeland, em um comunicado.

As medidas incluem o congelamento dos bens das autoridades e a proibição de canadenses de negociarem com elas.

As ações são "em resposta ao aprofundamento do governo da Venezuela em direção a uma ditadura", disse o Canadá.

Maduro criou um legislativo pró-governo chamado Assembleia Constituinte que anulou o Congresso liderado pela oposição. O governo enfrenta grande revolta pública por causa da inflação de três dígitos e a falta crônica de bens básicos.

Maduro alega que ele enfrenta uma insurreição armada destinada a acabar com o socialismo na América Latina e a permitir que uma elite apoiada pelos Estados Unidos aproveite as reservas de petróleo do país.

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