É preciso ter mais competição em realidade virtual para atrair audiência, diz Sony

Por Sam Nussey e Makiko Yamazaki

CHIBA, Japão (Reuters) - O chefe da divisão de jogos da Sony disse na sexta-feira que o mercado de jogos de realidade virtual precisa de mais concorrência para impulsionar a adoção da tecnologia e estimular o desenvolvimento de software, acrescentando que o tamanho da vantagem da Sony sobre os rivais é motivo de desconforto.

O dispositivo de realidade virtual da Sony conquistou uma posição dominante neste emergente mercado desde que começou a ser vendido no ano passado, oferecendo preços mais baixos que os concorrentes e aproveitando as vendas de 60 milhões de consoles PlayStation 4, aos quais os headsets são conectados.

"Eu não estou totalmente confortável em ser o líder de mercado em realidade virtual com a margem que parece estar acontecendo agora", disse Anderson House, presidente-executivo da Sony Interactive Entertainment, em entrevista.

"Em uma categoria tão nova, você quer que várias plataformas tenham uma boa performance para criar essa maré crescente e gerar audiência."

A Sony vendeu mais de 500 mil headsets de realidade virtual em três meses até junho, mostraram dados da IDC, conferindo à empresa uma liderança "sem igual" sobre rivais como o Oculus Rift, do Facebook, e o Vive, da HTC, disse a consultoria.

Andrew House também disse que a Sony não está sentindo qualquer impacto nas vendas de PlayStation com a chegada este ano do console híbrido Switch, da Nintendo.

(Por Sam Nussey e Makiko Yamazaki)

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