Trump ataca Facebook enquanto parlamentares esperam dados sobre interferência russa

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira o Facebook de ser "anti-Trump" e questionou o papel da rede social na campanha eleitoral de 2016, em meio a investigações de suposta interferência russas na eleição e possível conspiração com associados do presidente.

A declaração de Trump ocorre enquanto a empresa se prepara para entregar mais de 3 mil anúncios políticos a investigadores do Congresso, que o Facebook disse que provavelmente foram comprados por entidades russas durante e após a campanha presidencial do ano passado.

Trump pareceu se dirigir às redes sociais nos comentários desta quarta-feira, que se somam a declarações mais habituais contra a mídia tradicional, várias vezes atacada pelo presidente por supostamente publicarem "noticias falsas".

"O Facebook está sempre foi anti-Trump. As redes sociais sempre estão contra Trump", disse em seu Twitter, nivelando as mesmas acusações contra o New York Times e o Washington Post. "Conspiração?"

Representantes do Facebook e dos jornais não responderam a pedidos de comentário sobre o caso.

Adam Schiff, principal democrata do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, que está entre os que estão investigando o papel da Rússia, disse que espera receber os anúncios na próxima semana e que eles devem ser divulgados.

(Por Susan Heavey, David Ingram e Makini Brice)

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