Empresas de tecnologia devem fazer mais no combate ao extremismo, diz o Fórum Econômico Mundial

WASHINGTON (Reuters) - Empresas de tecnologia norte-americanas, como o Facebook e o Twitter, devem ser mais agressivas no combate ao extremismo e à desinformação política se quiserem evitar ações do governo, disse o Fórum Econômico Mundial em relatório nesta segunda-feira.

O estudo da organização suíça sem fins lucrativos se soma ao coro de pedidos para que o Vale do Silício impeça a disseminação de material violento de militantes do Estado Islâmico e o uso de seus serviços por supostos propagandistas russos.

Facebook, Twitter e Google, da Alphabet, vão passar pelo microscópio dos legisladores dos Estados Unidos na próxima terça e quarta-feira, quando seus conselheiros jurídicos testemunharão em três comitês do Congresso sobre a alegada interferência russa na eleição presidencial dos EUA de 2016.

O relatório do Conselho de Direitos Humanos do Fórum Econômico Mundial adverte que as empresas de tecnologia arriscam colocar em pauta uma regulamentação de limitaria a liberdade de expressão, a menos que "assumam um papel de autogovernança mais ativo".

A organização recomenda que as empresas realizem análises internas mais detalhadas de como seus serviços podem ser mal utilizados e que implementem mais controle humano do conteúdo publicado em suas plataformas.

O parlamento alemão aprovou em junho um plano para multar as redes sociais em até 50 milhões de euros, caso as empresas não consigam remover publicações de ódio prontamente, uma legislação que, segundo o estudo desta segunda-feira, poderia levar à queda de enormes quantidades de conteúdo.

(Por David Ingram)

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