Milhões de norte-americanos podem ter sido expostos a conteúdo apoiado pela Rússia no Instagram, diz Facebook

WASHINGTON (Reuters) - Cerca de 20 milhões de norte-americanos podem ter visto conteúdo apoiado por russos no Instagram no período anterior às eleições presidenciais dos Estados Unidos, divulgou o Facebook nesta quarta-feira.

Pelo segundo dia seguido, membros do Comitê de Inteligência do Senado norte-americano questionaram advogados de Facebook, Twitter e da Alphabet como parte de uma investigação sobre a alegada interferência russa na campanha eleitoral que elegeu Donald Trump.

O Facebook voltou a ser analisado pelos legisladores, que expressaram frustração com a empresa devido ao seu papel no marketing direcionado na Internet.

O advogado-geral do Facebook, Colin Stretch, disse à comissão que 16 milhões de americanos podem ter sido expostos à informação russa no Instagram a partir de outubro de 2016. A eleição de Trump ocorreu em 8 de novembro.

Mais 4 milhões podem ter visto esse material no Instagram antes de outubro, embora esse dado seja menos preciso, disse Stretch.

Os números do Instagram se somam a cerca de 126 milhões de usuários norte-americanos que podem ter visto conteúdo político apoiado pela Rússia no Facebook durante um período de dois anos, um número que a empresa divulgou no início desta semana.

Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que a Rússia agiu para interferir na campanha eleitoral, incluindo por meio de mídia social, para favorecer a eleição de Trump, que afirma que não houve conluio com Moscou.

Segundo Stretch, as campanhas de Trump e de Hillary Clinton investiram um combinado de 81 milhões de dólares em anúncios no Facebook ante cerca de 46 mil dólares em anúncios comprados pela Internet Research Agency, uma entidade suspeita de ter vínculos com a Rússia.

(Por Dustin Volz)

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