Para agências de segurança, blockchain passa de suspeita à potencial solução

Por Jeremy Wagstaff e Byron Kaye

(Reuters) - A polícia e as agências de segurança demonstraram pouco interesse na blockchain - a tecnologia por trás de criptomoedas como a bitcoin - para combater criminosos que estão escondendo dinheiro ilegal de bancos.

Mas isto está mudando, com algumas agências civis, militares e policiais vendo a blockchain como uma solução potencial para problemas com os quais têm lutado há anos: como proteger dados, mas também poder compartilhá-los de modo que permita que o proprietário mantenha o controle.

A Austrália, por exemplo, recentemente contratou a HoustonKemp, uma consultoria baseada em Cingapura, para construir um sistema baseado em blockchain para registrar inteligência criada por investigadores e outros, e para melhorar a maneira como a informação é compartilhada.

"Eles têm tentado criar uma plataforma centralizada há anos, mas as pessoas estão relutantes em compartilhar informações", disse Adrian Kemp, que administra a consultoria que recebeu 1 milhão de dólares australianos (757,5 mil dólares) da Austrac, agência de inteligência financeira da Austrália, e da Comissão Australiana de Inteligência Criminal.

A blockchain tem um apelo triplo para o compartilhamento de dados. Seu livro de registro, ou base de dados, não é controlado por uma única parte e é disseminado por múltiplos computadores, fazendo com que seja difícil invadi-lo. Uma vez incluída, nenhuma informação pode ser alterada ou adulterada. E, ao usar os chamados contratos inteligentes, o dono das informações pode facilmente ajustar quem tem acesso ao que.

É um sinal de até que ponto a tecnologia blockchain avançou dentro de uma década desde a publicação de um artigo pseudônimo descrevendo a bitcoin e a blockchain que registraria as transações.

     Bitcoin tornou-se a moeda preferida não apenas de libertários e especuladores, mas também de hackers criminosos. O preço do bitcoin é volátil e atingiu picos recordes recentemente. do.

     Os governos já estão explorando maneiras de armazenar alguns dados, como registros de terras, contratos e ativos, em blockchains, e o setor financeiro também experimentou tecnologias de blockchain para agilizar transações e sistemas de suporte, embora com um sucesso limitado.

PROTEGER DADOS COMPARTILHADOS

O mais perto que a maioria das agências de cumprimento da lei chegaram da blockchain foi trabalhar com startups para analisar evidências de negócios criminosos. Mas por volta do ano passado essa atitude começou a mudar.

A Força Aérea dos Estados Unidos financiou pesquisas sobre como a blockchain pode garantir que seus dados não sejam alterados. Em maio, a Agência de Projetos de Pesquisa em Defesa Avançada (Darpa, em inglês) concedeu verba para a companhia por trás de um programa de conversas criptografadas para criar um serviço de mensagens baseado em blockchain.

O Reino Unido também está explorando vários usos da blockchain, disseram consultores e companhias trabalhando para vários departamentos.

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