Com aumento de portfólio, Apple reduz dependência do iPhone X

Por Stephen Nellis

SAN FRANCISCO (Reuters) - Nos últimos anos, a demanda pelo principal modelo de iPhone da Apple era crítica para os resultados da companhia no trimestre das compras de fim de ano.

Esta dinâmica pode estar mudando, com a Apple ampliando o portfólio de dispositivos e serviços que superou a lentidão na demanda neste trimestre por seu principal produto, o iPhone X.

Na terça-feira, as ações da Apple caíram 2,5 por cento, após o Economic Daily, de Taiwan, e vários analistas sugerirem que as vendas do iPhone X no primeiro trimestre fiscal seriam de 30 milhões de unidades, 20 milhões a menos que o inicialmente previsto pela companhia.

A redução da estimativa não foi confirmada e o papel recuperou terreno. A estimativa média de receita para o trimestre de fim de ano de 30 analistas permanece em 86,2 bilhões de dólares, perto do topo da estimativa de 84 bilhões a 87 bilhões de dólares da Apple.

A Apple não quis comentar.

Parte do apoio à companhia pode refletir a mudança em sua estratégia de negócios.

O lançamento de dois novos modelos e a manutenção dos mais antigos tornou a Apple menos dependente do produto principal. O acionista da Apple e presidente executivo da Gerber Kawasaki Ross Gerber disse que o preço mais alto e as margens melhores do iPhone X reduzirão os temores de uma queda nas vendas.

"Sabemos que a estratégia da Apple foi diferente este trimestre ao lançar dois celulares, o iPhone 8 e o iPhone X e acho que as vendas combinadas estarão alinhadas com o que as pessoas esperam", disse Gerber.

A Apple também aumentou seu portfólio de acessórios e outros dispositivos, desde seus fones de ouvido sem fio AirPods até um novo Apple Watch com ferramentas de celular.

Embora nenhum seja um sucesso, coletivamente eles dão contribuição importante, com o segmento "outros produtos" da empresa crescendo 16 por cento, para 12,8 bilhões de dólares no ano passado. Clientes que compram estes acessórios também são mais propensos a adquirir serviços da App Store e Apple Music, parte do segmento de serviços da companhia, que cresceu 23 por cento, para 29,9 bilhões de dólares ano passado.

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