Palestinos ganham acesso a serviços móveis 3G na Cisjordânia

Por Ali Sawafta

RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - Operadoras palestinas de celular lançaram serviços de dados de alta velocidade na Cisjordânia ocupada nesta quarta-feira, reduzindo a diferença tecnológica ante Israel, após uma longa e custosa proibição israelense de operações de redes locais 3G.

Duas companhias palestinas, Jawwal e Wataniya Mobile, vão competir no mercado negro da Cisjordânia com provedoras israelenses.

Especialistas da indústria disseram que operadoras israelenses já possuem uma base de clientes de cerca de 500 mil palestinos usando cartões SIM pré-pagos contrabandeados que se conectam com torres das redes 3G e 4G em Israel e nos assentamentos judeus.

Companhias celulares israelense dizem não ter controle sobre onde os cartões SIM – muitos deles comprados por palestinos que trabalham em Israel e classificados como ilegais pela Autoridade Palestina – são usados.

O Banco Mundial, em um relatório de 2016, estimou que companhias celulares palestinas perderam entre 436 milhões e 1,5 bilhão de dólares em possíveis receitas de 2013 a 2015 com as restrições israelenses ao uso de frequências e às importações de equipamentos, além da competição não autorizada de operadoras israelenses.

"Nós lançamos o serviço de rede 3G na Cisjordânia, enquanto a Faixa de Gaza ainda está privada disto por conta das restrições israelenses", disse Ammar Aker, CEO da Palestine Telecommunications Grupo (Paltel), que opera a Jawwal, em entrevista à Reuters em seu escritório em Ramallah.

A tecnologia 3G de celulares móveis permite que usuários façam chamadas e enviem textos e tenham acesso à Internet de alta velocidade. O 2G, rede em operação em Gaza, permite chamadas e transmissão limitada de dados.

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