Pedido de desculpas de Zuckerberg não alivia pressão e ações caem

Munsif Vengattil

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As ações do Facebook caíam 1,5% nas negociações pré-mercado nesta quinta-feira em Nova York, com o pedido de desculpas do presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg, não conseguindo acalmar os nervos de Wall Street sobre como a empresa está lidando com a controvérsia sobre a privacidade dos usuários.

Zuckerberg prometeu na quarta-feira medidas mais rigorosas para restringir o acesso dos desenvolvedores às informações dos usuários, em sua primeira resposta a alegações de que a consultoria Cambridge Analytica acessou indevidamente dados para construir perfis dos eleitores norte-americanos utilizados na eleição presidencial de 2016.

Analistas de várias corretoras expressaram alívio por não haver sinais nos primeiros comentários públicos de Zuckerberg sobre a controvérsia de mudança mais fundamental no modelo de receita da empresa.

As ações do Facebook, no entanto, caíram em dois dos últimos três dias, reduzindo em quase US$ 46 bilhões o valor de mercado da empresa, e alguns analistas disseram estar claro que a rede social vai ter que arcar com custos extras para sustentar a sua reputação nos próximos meses.

"Esperamos que os investidores mais cautelosos do FB apontem para o potencial do FB gastar mais este ano devido a essas medidas de segurança aumentadas que vão conter o poder de gerar lucro", disse Brian Nowak, do Morgan Stanley, em uma nota matinal.

O analista da Stifel, Scott Devitt, foi o quarto grande nome de Wall Street a reduzir seu preço-alvo para as ações do Facebook em US$ 27 para US$ 168, dizendo que a incerteza gerada pela disputa exige um desconto maior.

"A situação atual do Facebook nos lembra o eBay em 2004 - um negócio de conteúdo não estruturado, baseado na confiança, que perdeu essa confiança antes de implementar políticas para adicionar estrutura e processo", disse Devitt.

"Vamos comprar todas as nossas ações com recomendação de compra e muitas das nossas ações com classificação 'manter' antes de comprarmos ações do Facebook, dadas as informações disponíveis para nós", acrescentou Devitt. Ele tem classificação 'manter' para o Facebook.

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