Vivendi vende participação na Ubisoft por US$2,45 bi encerra batalha por controle

PARIS/PEQUIM (Reuters) - A gigante francesa de mídia Vivendi está vendendo sua fatia na Ubisoft por 2 bilhões de euros (2,45 bilhões de dólares) para investidores, entre eles a chinesa de tecnologia Tencent, encerrando uma potencial batalha pela aquisição da fabricante francesa de videogames.

A Vivendi, do bilionário Vincent Bollore, que vinha elevando sua participação na Ubisoft, concordou em vender sua fatia de 27,3 por cento na empresa mais conhecida por seus jogos Assassin's Creed e South Park.

A Tencent Holdings, que domina o mercado de jogos em aparelhos móveis na China, está investindo quase 370 milhões de euros por uma fatia de 5 por cento, enquanto o fundo de pensão Ontario Teachers está gastando 250 milhões de euros por 3,4 por cento de participação.

Ubisoft e Tencent também vão formar uma parceria estratégica para impulsionar o alcance da Ubisoft na China, o maior mercado mundial de videogame com vendas estimadas de 32,5 bilhões de dólares no ano passado, segundo dados da consultoria de jogos Newzoo.

A ação representa um recuo estratégico para Bollore e para a Vivendi, que prometeu tornar o negócio de videogame um de seus pilares principais, ao lado de publicidade, música e TV paga. Como parte do acordo a Vivendi se comprometeu a não comprar mais ações da Ubisoft por cinco anos.

O aumento na participação da Vivendi desde 2015 levou a família Guillemot, fundadora da Ubisoft, a procurar investidores canadenses para enfrentar qualquer oferta hostil de aquisição.

Após a venda, a Vivendi vai permanecer ativa no setor de videogames por meio da aquisição da fabricante de jogos para aparelhos móveis Gameloft, que também foi fundada por um irmão Guillemot, mas é muito menor do que a Ubisoft, líder francesa em seu mercado.

Além de Tencent e Ontario Teachers, o acordo também inclui uma recompra de ações da Ubisoft que se soma à fatia de 8,1 por cento, assim como uma compra de ações pela Guillemot Brothers e um acelerado processo com investidores institucionais.

(Por Maya Nikolaeva e Matthieu Rosemain em Paris e Cate Cadell em Pequim)

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