Ações do Facebook recuam após regulador dos EUA anunciar investigação sobre privacidade

(Reuters) - As ações do Facebook chegaram a cair até 6,5 por cento nesta segunda-feira, após um órgão de proteção dos consumidores dos Estados Unidos tornar pública sua investigação sobre como a rede social permitiu que dados de 50 milhões de usuários chegaram às mãos da consultoria política Cambridge Analytica.

A investigação pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês), que geralmente confirma a existência de uma investigação apenas em casos de grande interesse público, soma-se à pressão de parlamentares dos Estados Unidos e da Europa para que o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, explique como a sua empresa lida com os dados de usuários.

As ações do Facebook caíram abaixo de 150 dólares na segunda-feira pela primeira vez desde julho de 2017, recuperando parte das perdas posteriormente. Às 15:05, as ações da companhia recuavam 2,8 por cento, a 154,90 dólares.

Na mínima da sessão, a empresa tinha perdido 100 bilhões de dólares em valor de mercado desde 17 de março, quando surgiram notícias sobre o uso de dados de usuários do Facebook na campanha presidencial de Donald Trump de 2016.

A empresa também enfrenta crescente descontentamento de anunciantes e usuários. O varejista de autopeças dos Estados Unidos Pep Boys suspendeu nesta segunda-feira toda a publicidade no Facebook, juntando-se à empresa de internet Mozilla Corp, que fez um movimento semelhante na semana passada.

Pesquisas de opinião publicadas no domingo nos Estados Unidos e na Alemanha lançaram dúvidas sobre a confiança que as pessoas têm no Facebook, enquanto a empresa publicou anúncios em jornais britânicos e norte-americanos desculpando-se com os usuários.

Menos da metade dos norte-americanos confiam que o Facebook respeita as leis de privacidade dos EUA, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada no domingo, enquanto uma pesquisa publicada pelo jornal dominical mais vendido da Alemanha, o Bild am Sonntag, revelou que 60 por cento dos alemães temem que o Facebook e outras redes sociais estão tendo um impacto negativo na democracia.

(Por David Shepardson)

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