Visitas curtas sobem em lojas da Whole Foods com armários da Amazon

Por Lisa Baertlein

LOS ANGELES (Reuters) - Compradores estão fazendo mais visitas rápidas às lojas da rede varejista norte-americana Whole Foods que instalaram os armários da Amazon.com, dando à rede de produtos naturais e orgânicos uma nova fonte para impulsionar vendas, segundo dados da empresa de publicidade inMarket, divulgados nesta segunda-feira.

O número de "micro visitas", definidas como tendo duração de três a cinco minutos, subiu 11 por cento nas lojas com armários desde que a Amazon acertou a compra da Whole Foods em 28 de agosto, segundo pesquisa da inMarket fornecida exclusivamente à Reuters.

Isso se compara com um ganho de 7 por cento registrado em lojas nas mesmas cidades que não têm os armários, segundo a inMarket.

Os compradores da Amazon, incluindo aqueles que procuram evitar furtos de suas encomendas, podem optar por enviar suas compras a um armário de uso único, sem custo adicional, da Amazon. A gigante do varejo online envia ao cliente o número do armário e um código exclusivo para abri-lo e coletar seu pacote.

A inMarket estudou 98 lojas nas áreas metropolitanas de Nova York, Los Angeles, Chicago, Filadélfia, Dallas-Fort Worth, São Francisco, Washington, Houston, Boston e Atlanta. Cerca de 76 lojas, 16 por cento das 473 lojas da rede, tinham armários.

As pessoas que param no Whole Foods para pegar um pacote em um armário da Amazon podem se sentir tentadas a comprar uma bebida, leite ou um item em promoção, disseram especialistas, acrescentando que as visitas dos compradores também são uma forma do varejista manter os consumidores a par de mudanças na rede.

"Há uma curiosidade e um imediatismo com a experiência de in-store", disse Todd Dipaola, diretor-executivo e fundador da inMarket, que analisa dados de localização de dispositivos móveis de 50 milhões de consumidores dos EUA.

As "micro visitas" foram responsáveis por cerca de 9 por cento de todas as visitas a supermercados nos EUA registradas até agora neste ano e a Whole Foods ficou com participação de 6,5 por cento, disse a inMarket.

Representantes da Amazon e da Whole Foods não comentaram o assunto. A Amazon também mantém armários em lojas de conveniência da rede 7-Eleven em mais de 300 cidades nos EUA.

(Por Lisa Baertlein)

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