Apple atualiza linha de iPad para estudantes mas mantém preço

Por Richa Naidu e Stephen Nellis

CHICAGO (Reuters) - A Apple anunciou nesta terça-feira, em evento em Chicago, um novo iPad que funciona com a caneta Apple e que tem como objetivo abocanhar uma fatia maior do mercado de educação norte-americano, mas não reduziu o preço do tablet apesar da competição acirrada de laptops mais baratos.

O dispositivo terá um chip de computação mais potente e novos recursos de software para professores e alunos, mas manterá o preço inicial de 299 dólares para estudantes e 329 dólares para o público em geral.

A Apple está tentando reafirmar seu domínio nas escolas dos Estados Unidos, onde dispositivos e laptops baratos voltados para o uso em sala de aula são vistos como uma forma de atrair jovens consumidores.

Laptops que rodam o sistema operacional do Google, da Alphabet, ou da Microsoft podem ser adquiridos por menos de 200 dólares.

Alguns analistas acreditavam que a Apple poderia cortar os preços, mas a empresa manteve sua abordagem mais tradicional de adicionar recursos em um dispositivo e manter seu preço mínimo.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, abriu o evento com um comentário político, dizendo que "nós estamos profundamente inspirados pela coragem de estudantes de saíram" e protestaram em Washington, defendendo leis mais rígidas de controle de armas após um tiroteio na Flórida.

O evento de Chicago acontece durante a temporada de compras da primavera (no hemisfério Norte), quando muitas escolas tomam decisões de compras para o próximo ano letivo.

Executivos da Apple disseram que a empresa vai lançar um modelo de iPad que funciona com sua caneta Apple e que tem um chip atualizado A10 Fusion, o mesmo CPU do iPhone 7. A empresa também lançou uma nova versão de seus aplicativos de processamento texto para o iPad, desenhado para funcionar com a caneta e permitir que alunos anotem a mão com mais facilidade.

As vendas de iPads representaram apenas 8,3 por cento da receita total de 229,2 bilhões de dólares da Apple no ano passado, em comparação com os quase 62 por cento das vendas geradas pelos iPhones.

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