Quer comprar na Amazon dos EUA? Agora tem um sistema para isso

Shalini Nagarajan

A Amazon.com lançou um recurso de compras internacionais que permitirá que clientes em todo o mundo comprem mais de 45 milhões de itens que podem ser enviados a seus países a partir dos Estados Unidos.

O recurso de compras internacionais, disponível em um navegador móvel e no aplicativo móvel para dispositivos iOS e Android, foi estendido a usuários para comprar produtos fora de seus mercados internos e está disponível em cinco idiomas: espanhol, inglês, chinês simplificado, português do Brasil e alemão, disse a Amazon na terça-feira.

A nova ferramenta permitirá que os clientes façam compras em 25 moedas, com mais idiomas e moedas a serem adicionados ao longo do ano.

Os clientes também podem escolher entre diferentes opções de envio e velocidades de entrega.

O recurso de compra internacional exibirá preços, custos de envio e estimativas de impostos de importação, e a Amazon vai gerenciar o serviço de entrega e a liberação alfandegária em caso de possíveis surpresas no momento da compra ou entrega.

Negociação com a Azul

Duas fontes disseram à Reuters que a Amazon.com negocia com a Azul Linhas Aéreas a entrega de mercadorias no Brasil.

A potencial parceria com a Azul, que atende mais de 50% dos destinos brasileiros atendidos pela rival mais próxima, é o sinal mais forte de que a Amazon está alinhando a distribuição para vender produtos diretamente a consumidores em todo o país.

Também mostra que a empresa norte-americana de comércio eletrônico está levando a sério a superação dos notórios desafios logísticos do país, incluindo estradas de má qualidade, problemas de segurança e um território nacional continental.

Representantes da Azul se recusaram a comentar o assunto. Já a Amazon disse que não comenta "rumores ou especulações".

A gigante do comércio eletrônico tem entrado lentamente no altamente competitivo mercado de varejo online do Brasil, começando com as vendas de livros eletrônicos em 2012, acrescentando livros físicos dois anos depois e oferecendo vendas terceirizadas de produtos eletrônicos em outubro.

O e-commerce é responsável por cerca de 5% das vendas do mercado de varejo de US$ 300 bilhões, cerca de metade de sua participação nos EUA. No entanto, as vendas online do Brasil dobraram em quatro anos e devem crescer a um ritmo de dois dígitos nos próximos anos.

Atualmente, a Amazon depende de fornecedores terceirizados para enviar produtos vendidos em seu site brasileiro, mas isso parece estar mudando.

Em fevereiro, a Reuters publicou que a Amazon estava procurando alugar um galpão de 50 mil metros quadrados nos arredores de São Paulo, em um sinal de que o varejista pode trazer armazenamento e distribuição internamente.

Em março, a Reuters informou que a empresa se reuniu com uma série de fabricantes em São Paulo para discutir planos de estocar e vender produtos diretamente.

Com uma parceria com a Azul, a Amazon obteria acesso imediato a uma rede de mais de 100 aeroportos no Brasil, o que indica que as ambições vão além da região metropolitana de São Paulo.

A unidade de carga da Azul, Azul Cargo Express, aproveita o a capacidade excedente em seus voos de passageiros para oferecer entregas rápidas tantos em metrópoles quanto em cidades distantes no país.

A empresa oferece serviço porta a porta em mais de 3.200 municípios, além de um serviço especializado de e-commerce, conhecido como Azul Cargo E-Commerce. O hub da Azul, em Viracopos, fica a cerca de 45 minutos de carro do armazém que a Amazon está de olho, na Grande São Paulo.

As fontes, que pediram anonimato, não especificaram como as conversas avançaram, nem disseram se a varejista também conversou com rivais da Azul. Aéreas rivais com operações de carga no país incluem a Latam

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