Aumento de lucro e usuários do Facebook mostra resiliência após escândalo

Por David Ingram e Munsif Vengattil

(Reuters) - As ações do Facebook subiram nesta quarta-feira após a rede social ter divulgado uma receita que superou as estimativas de Wall Street, não demonstrando impacto inicial em seu lucrativo negócio de publicidade depois do escândalo envolvendo dados pessoais de usuários.

As ações subiram 4,6 por cento, a 167 dólares, o que representa um declínio de um mês que começou com a divulgação em março de que a consultoria Cambridge Analytica havia coletado dados pertencentes a milhões de usuários do Facebook.

O escândalo Cambridge Analytica, que afetou até 87 milhões de usuários, gerou pedidos de regulamentação e que os usuários deixassem da rede social, mas não houve sinal de que os anunciantes se importaram.

"Todo mundo continua falando sobre como as coisas estão ruins para o Facebook, mas este relatório de receita para mim é muito positivo e reitera que o Facebook está bem, e eles vão superar isso", disse Daniel Morgan, gerente de portfólio da Synovus Trust Company. A empresa de Morgan detém cerca de 73.000 ações no Facebook.

O lucro trimestral do Facebook superou as estimativas dos analistas, com um salto de 49 por cento na receita trimestral, que se sobrepõe ligeiramente o aumento de 39 por cento nas despesas em relação ao ano anterior. Os negócios da empresa com publicidade para dispositivos móveis cresceu em um grande esforço para adicionar mais conteúdo de vídeo.

O Facebook informou que os usuários ativos mensais no primeiro trimestre chegaram a 2,2 bilhões, um aumento de 13 por cento em relação ao ano anterior e expectativas correspondentes, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

A companhia reverteu o declínio do último trimestre no número de usuários ativos diários nos Estados Unidos e no Canadá, dizendo que possui 185 milhões de usuários, em comparação a 184 milhões no quarto trimestre.

Os resultados são um bom sinal para a maior rede social do mundo, em meio a meses de manchetes negativas sobre o uso de informações pessoais pela empresa, seu papel nas eleições e o aumento da violência nos países em desenvolvimento.

O Facebook, que gera receita principalmente com a venda de publicidade personalizada para seus usuários, demonstrou por vários trimestres o quão resiliente seu modelo de negócios pode ser, contanto que os usuários continuem voltando para percorrer seu feed de notícias e assistir seus vídeos.

O Facebook afirmou que encerrou o primeiro trimestre com 27.742 funcionários, um aumento de 48 por cento em relação ao ano anterior.

O presidente-executivo, Mark Zuckerberg, que disse que vai sacrificar a margem de lucro do Facebook por uma questão de saúde a longo prazo, afirmou em comunicado que o Facebook está investindo para garantir que os "serviços sejam usados ​​para o bem".

O lucro líquido atribuível aos acionistas do Facebook subiu no primeiro trimestre, para 4,99 bilhões de dólares, ou 1,69 dólar por ação, ante 3,06 bilhões de dólares, ou 1,04 dólar por ação, um ano antes.

Analistas esperavam, em média, um lucro de 1,35 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita total foi de 11,97 bilhões de dólares, acima da estimativa do analistas de 11,41 bilhões de dólares.

(Por David Ingram em San Francisco e Munsif Vengattil em Bengaluru)

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