Muito uso, pouco custo

Quer um celular mais barato e com boa bateria? Avaliamos as melhores opções

Rodrigo Trindade Do UOL, em São Paulo

De que adianta um celular poderoso se ele não aguenta nem um dia ligado?

Em 2018, o UOL Tecnologia avaliou 17 celulares, mas nem todos eles se destacaram no quesito bateria. Neste comparativo, decidimos pegar aqueles mais em conta, que podem ser encontrados por até R$ 1.500, para avaliar qual se destacou.

Nessa faixa, é possível encontrar aparelhos das categorias intermediário premium, intermediário básico e básico, ma só dois deles são realmente mais baratos, perto do preço médio dos aparelhos no mercado brasileiro.

Entre os baratinhos, selecionamos o Moto E5 e o Galaxy J4. Já entre os intermediários básicos, os escolhidos foram Moto G6 Plus, Galaxy J7 Prime 2, enquanto o Motorola One foi o único representante dos intermediários premium --é o único do tipo encontrado por até R$ 1.500.

Os competidores

Veja a seguir a comparação das especificações técnicas dos cinco modelos. Tipos de tela e a capacidade de processamento são fatores que influenciam na durabilidade da bateria do celular, por isso eles constam abaixo.

Básicos

  • Moto E5

    Tela: 5,7 polegadas HD+ Processador: Snapdragon 425 octa-core (1,4) GHz) Bateria: 4.000 mAh Preço de lançamento:R$ 899

  • Galaxy J4

    Tela: 5,5 polegadas HD Processador: Exynos 7570 quad-core (1,4 GHz) Bateria: 3.000 mAh Preço de lançamento: R$ 849

Intermediário "básico"

  • Moto G6 Plus

    Tela: 5,9 polegadas Full HD+ Processador: Snapdragon 630 (2,2 GHz) Bateria: 3.200 mAh Preço: R$ 1.359*

  • Galaxy J7 Prime 2

    Tela: 5,5 polegadas HD Super Amoled Processador: Exynos 7870 octa-core 1,6 GHz Bateria: 3.300 mAh Preço de lançamento: R$ 1.099

Intermediário "premium"

  • Moto One

    Tela: 5,9 polegadas HD+ Processador: Snapdragon 625 (2 GHz) Bateria: 3.000 MAh Preço de lançamento: R$ 1.499

Critérios

Nossa avaliação foi feita com base em dois quesitos. Um foi a impressão que tivemos ao usarmos os aparelhos durante nossa rotina, enquanto outro foi um teste específico para saber quantas horas o celular aguentou ligado rodando um vídeo em loop, com a tela no máximo de brilho. Também incluímos o tempo que os aparelhos levaram para chegar a 100% de carga depois de zerados e conectados à tomada com o carregador e adaptador originais. Os resultados estão a seguir:

Arte/UOL Arte/UOL

Tanto no nosso teste diário quanto no do vídeo, o Galaxy J4 chamou a atenção pela bateria duradoura. Ele aguentou um dia inteiro - e até mais - de uso e só desligou após 11h20 rodando o vídeo repetidas vezes. O ponto negativo foi a demora para carregar: 2h35.

Arte/UOL Arte/UOL

O Moto E5 foi o campeão do ano no nosso teste de vídeo, aguentando 13h19 direto. Com um uso mais moderado, do dia a dia, o celular ficou um dia e meio completo longe da tomada - e deixou a impressão de que conseguiria até mais, dependendo do uso feito. Isso mostra que a bateria de 4.000 mAh cumpre bem sua função. Mas, assim como no caso do Galaxy J4, o Moto E5 precisa de um bom tempo conectado na tomada para recarregar as energias: 2h41.

Em relação a seu antecessor, o Galaxy J7 Prime 2 melhorou no quesito bateria e deu conta do uso normal do dia a dia, porém o celular deixa a desejar no desempenho. Com uma bateria de 3.300 mAh, ele ficou 7h09 rodando o vídeo de nosso teste. Para carregar de volta, ele levou 2h27 - a pior marca entre os celulares mais caros dessa lista.

Queridinho dos leitores do UOL, o Moto G6 Plus chamou a nossa atenção pelo ótimo aproveitamento de sua bateria de 3.200 mAh. Com uma carga numericamente menor do que o Galaxy J7 Prime 2, ele foi bem melhor no teste de vídeo, desligando após 9h20, e mais rápido na carga (1h33). Para o uso normal, o celular da Motorola também foi ótimo, aguentando mais de um dia e meio longe da tomada com tranquilidade.

Único representante dos intermediários "premium", o Moto One foi o segundo melhor de todos no quesito tempo de carga, com 1h46. No entanto, ele é o que tem a menor bateria, com 3.000 mAh. Isso não é um impeditivo para o celular ter boa autonomia no uso do dia a dia, pois com uso moderado ele aguentou 26 horas sem tomada. Pouco usado, ele chegou a quase dois dias. No nosso teste de vídeo, ele ficou 7h15 ligado.

Veredito

Considerando preço e o desempenho de bateria, o Moto E5 tem tudo para ser a melhor escolha, caso estes sejam seus critérios para comprar um novo celular. Ele tem a maior e mais duradoura bateria entre todos os celulares avaliados e pode ser encontrado por até R$ 549*. Difícil superar isso.

Em segundo, fica o Moto G6 Plus. Embora seja o mais caro do grupo, ele foi o terceiro melhor no nosso teste de vídeo, mesmo com uma bateria de menor capacidade que o Galaxy J7 Prime 2. Ele também foi o aparelho com a recarga mais rápida dentre os cinco comparados.

O Galaxy J4 vem logo na sequência, com a segunda melhor performance no teste de vídeo e o segundo menor preço - encontramos por até R$ 619*. Os 3.000 mAh de sua bateria são mais duradouros do que os de seus concorrentes, proporcionalmente, mas demoram para carregar e, na prática, pedem tomada antes dos 4.000 mAh do Moto E5.

O quarto colocado é o Moto One, que se destacou no tempo de carga, mas fora isso acaba ofuscado pelos demais. A exceção é o Galaxy J7 Prime 2, lanterninha no teste de vídeo e comparável aos piores do tempo de carga - apesar de ser mais caro.

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