Guia de meditação e biografia: os livros prediletos dos gurus da tecnologia

Do UOL, em São Paulo

  • Arte UOL/AP

    Montagem de Steve Jobs segurando o livro "Be Here Now'

    Montagem de Steve Jobs segurando o livro "Be Here Now'

Você sonha em ser um empresário bilionário, um grande inventor da tecnologia ou as duas coisas? Que tal começar pelos livros que mais inspiraram as pessoas que ocupam esse status atualmente?

Presidentes e ex-presidentes de gigantes como Microsoft, Apple, Facebook e Google costumam ler muitos livros e, nos últimos anos, revelaram suas edições de cabeceira para os fãs nas redes sociais. Há livros de ficção, biografias, de administração e até livros técnicos de computação.

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O UOL fez um compilado desses livros e apresenta abaixo. Daí você verá que faz muito sentido que Elon Musk, que tem como ideia fixa invenções ambiciosas e malucas, seja fã do russo Isaac Asimov, baluarte da ficção científica. Ou que o competitivo Mark Zuckerberg tenha um poema sobre guerras como seu favorito.

Se você tiver interesse em mais livros desses ricaços, vale consultar o site "The CEO Library" (em inglês), que reúne boa parte das recomendações de leituras de grandes empresas.

Reprodução/UOL
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Steve Jobs (Apple)

Falecido em 2011, o fundador e CEO da Apple teve contato, em 1972, com "Be Here Now", um guia à meditação e às maravilhas das drogas psicodélicas, escrito por Baba Ram Dass, guru americano com nome de batismo Richard Alpert. Na época, os EUA se envolviam na Guerra do Vietnã, e Jobs discutia ativismo político e formas de preenchimento pessoal com seus colegas de faculdade. "Foi profundo. Transformou a mim e muitos de meus amigos".
Reprodução/Box.com
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Tim Cook (Apple)

O atual CEO da Apple ama tanto o livro "Competindo Contra o Tempo", de George Stalk Jr. e Thomas M. Hout, que ele muitas vezes dá cópias dele aos seus colegas e recomenda o livro aos novos contratados da empresa. A obra dá dicas para as empresas usarem o tempo como uma arma competitiva.
Elizabeth Shafiroff/Reuters
Elizabeth Shafiroff/Reuters

Bill Gates (Microsoft)

Um dos livros mais estimados entre os profissionais do Vale do Silício é o "The Art of Computer Programming" (A arte da programação de computadores). A obra, dividida em quatro volumes, foi escrita pelo já aposentado professor da Universidade de Stanford Donald Knuth e é considerada por muitos como a "Bíblia da programação". "Se você acha que é um bom programador, leia. E depois você deve definitivamente me enviar um currículo se conseguir ler tudo e entender as ideias do livro. O livro é profundo, desafiador e fere o ego de muitos programadores", afirmou Bill Gates.
Divulgação
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Satya Nadella (Microsoft)

Nadella, atual CEO da Microsoft, resume "The Boys in the Boat", de Daniel James Brown, como "uma ilustração maravilhosa da importância do trabalho em equipe, que era uma parte central do meu foco fora dos meus limites como CEO". O livro fala sobre uma equipe de remo da Universidade de Washington nas Olimpíadas de Berlim de 1936. Coincidência ou não, o autor foi escritor técnico da Microsoft e trabalhou na empresa por 12 anos.
Foto: Fotos Públicas
Foto: Fotos Públicas

Mark Zuckerberg (Facebook)

"Eneida" é um poema épico escrito por Virgílio no século 1 a.C., na Grécia. Conta a saga de Eneias, que sobrevive à guerra de Troia e viaja errante pelo Mediterrâneo até chegar à península Itálica. Zuckerberg curtia esse livro nos tempos de escola, bem antes de iniciar seu clube do livro - em 2015, "Zuck" recomendou uma leitura a cada duas semanas por um ano para seus milhões de seguidores do Facebook.
Reprodução/Huffington Post
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Larry Page (Google)

Page leu "My Inventions", a autobiografia de Nikola Tesla, quando tinha 12 anos e ficou fascinado com suas invenções. No entanto, o herói de Page morreu sem dinheiro e incapaz de comercializar suas invenções, enquanto o cofundador do Google sabia que queria fazer algo com um impacto maior. "Você também precisa de algumas habilidades de liderança. Você não quer ser Tesla. Ele foi um dos maiores inventores, mas ele tem uma história triste. Ele não podia comercializar nada, ele mal podia financiar sua própria pesquisa. Você gostaria de ser mais como Edison", disse.
Image Box Inc., Steve Boxall/AP
Image Box Inc., Steve Boxall/AP

Sergey Brin (Google)

Em uma entrevista de 2000, Brin disse que a autobiografia "Surely You're Joking, Mr. Feyman!", de Richard P. Feynman, era uma inspiração para ele. Feynman ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1965 por seu trabalho em eletrodinâmica quântica. "Além de fazer grandes contribuições em seu próprio campo, ele era bastante amplo", disse Brin. "Eu lembro que ele tinha um trecho onde explicava que realmente queria ser um Leonardo [da Vinci], um artista e um cientista. Eu achei isso muito inspirador". disse o segundo cofundador do Google.
Reprodução/Business Insider
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Elon Musk (Tesla/SpaceX)

Em uma entrevista de 2013, Musk diz que os livros de Isaac Asimov, como a trilogia "Fundação", sua favorita, lhe ensinaram que "as civilizações se movem em ciclos", uma lição que encorajou o empreendedor em suas ambições. "Dado que esta é a primeira vez em 4,5 bilhões de anos onde é possível que a humanidade ache vida além da Terra, seria sábio agir enquanto a janela estiver aberta e não contar com o fato de que ficará aberto por muito tempo".
Reprodução/Features.aol
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Jeff Bezos (Amazon)

Kazuo Ishiguro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2017, mas o dono da Amazon já curtia o nipo-britânico antes de ser "cool". "Se você lê 'Vestígios do Dia', que é um dos meus livros favoritos, você não pode deixar de sair e pensar: 'eu simplesmente passei 10 horas vivendo uma vida alternativa e aprendi algo sobre a vida e sobre o arrependimento'", disse Bezos em 2009.
Stephen Lam/Reuters
Stephen Lam/Reuters

Larry Ellison (Oracle)

O CEO da Oracle tem a predileção por "Napoleão", de Vincent Cronin, considerada a melhor biografia de Napoleão Bonaparte. "É interessante ler sobre ele por alguns motivos: ver o que um homem de origem humilde pode fazer com a vida dele e ver como a história pode distorcer a verdade inteiramente. É impressionante entender que mesmo a história é baseada na moda. Mesmo a moralidade - a moralidade popular - é baseada na moda. A moralidade real é baseada na razão e nunca comete o erro entre os dois [história e moralidade popular]".

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