Moto G5 da Lenovo reduz tela e bateria mas ganha corpo de metal

Lilian Ferreira e Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo e em Barcelona*

  • Reprodução

    Vazamentos do Moto G5 e G5 Plus da Lenovo, respectivamente

    Vazamentos do Moto G5 e G5 Plus da Lenovo, respectivamente

A Levono/Motorola aproveitou a Mobile World Congress (MWC), principal feira de telefonia do mundo, em Barcelona, para atualizar neste domingo (26) sua principal linha de celulares intermediários: a Moto G, que na quinta geração ganhou o nome de Moto G5. Os dois modelos novos são o Moto G5 comum e uma versão um pouco melhor, o Moto G5 Plus, mantendo a coerência com os aparelhos lançados no ano passado.

Essa é a linha mais vendida no mundo e ajuda a marca em sua busca de ser a terceira maior do mundo -- no Brasil já é a segunda maior. Estará disponível em março em todo o mundo por 199 euros (versão comum) e 279 euros (versão Plus).

O UOL teve acesso aos modelos quando ainda estavam em desenvolvimento e testes, em novembro do ano passado. Em resumo, a Lenovo tomou a decisão curiosa de reduzir algumas configurações em relação à linha 2016. 

"O Moto G5 e G5 Plus têm qualidades premium com preço de intermediário", diz Edson Bortolli, diretor de produtos da Lenovo para América Latina.

A tela ficou menor: nos Motos G4 e G4 Plus eram 5,5 polegadas, agora são 5,2 no G5 Plus e 5 no G5, ambas com resolução Full HD. Parece ser um indicativo que a tendência do retorno às telas menores, capitaneado pelo iPhone SE (de 4 polegadas), está crescendo.

O tamanho da tela menor tem uma justificativa. Os botões "voltar", ir para tela principal e "ver todos os apps abertos", que antes tinham comandos na tela, são agora feitos no botão do meio. Deslize da direita para esquerda para voltar, da esquerda para direita para ver os apps abertos e selecione para votar para a tela principal. "Com isso a tela fica 99% do tamanho da tela do G4", explica o executivo da marca.

Lilian Ferreira/UOL
Moto G5 (à esquerda) e Moto G5 Plus (à direita)

Lilian Ferreira/UOL
Tela do Moto G5 comparada com a do Moto G4

Os sensores das câmeras principais também caíram: de 16 MP (G4 Plus) e 13 MP (G4) no ano passado para 12 MP (G5 Plus) e 13 MP (G5) neste ano. Isso não quer dizer necessariamente que as câmeras pioraram de qualidade. Segundo o executivo da Motorola,  a câmera com menos pixels do G5 Plus não é uma diminuição porque ela é Double Pixel. "As câmeras normais fazem amostragem dos pixels, a Double capta um por um, com uma resolução muito melhor". Além disso, tem foco 58% mais rápido que o G4 Plus e é 28% mais eficiente em luminosidade.

Outro "downgrade" na linha Moto G é a bateria do G5, que terá apenas 2.800 mAh, enquanto o G5 Plus mantém os 3.000 mAh da versão 2016. No ano passado, tanto o G4 quanto o G4 Plus tinham baterias de 3.000 mAh. 

A bateria está menor, mas a tela, o que mais gasta bateria no celular também está menor. Além disso, segundo os executivos da empresa, o processador é mais eficiente e o Android mais puro ajudam a gastar menos bateria. Segundo eles, a bateria dura um dia tranquilamente.

O corpo de ambos os modelos melhorou o acabamento: agora são em metal, enquanto as versões do ano passado eram em plástico. A silhueta também ficou mais arredondada e a câmera na traseira ganhou um visual circular, bem parecida com a da linha Moto Z.

Lilian Ferreira/UOL
Novo modo de ver lista de aplicativos, mais parecido com a do Android 7.1. Agora você não precisa tocar em um ícone para abrir a lista; basta passar o dedo de baixo para cima na tela

Lilian Ferreira/UOL
Câmera traseira da linha Moto G5 lembra a do Moto Z

A principal distinção entre o G5 e o G5 Plus é o processador: na sua versão "pobre", será um 430 octa-core que chega a até 1,4 GHz de velocidade. Já no "rico" será um Snapdragon 625, também octa-core, que vai até 2 GHz. É o mesmo processador do Moto Z Play (Lenovo) e do Zenfone 3 (Asus), lançados no ano passado. Os dois vêm em versão de 2 GB de memória RAM e 32 GB de armazenamento. No Plus a bateria é fixa, mas no G5 é removível com chip inserido dentro do celular.

No mais, a linha manteve-se dentro do que se espera dos melhores intermediários atuais: Android 7.0 de fábrica, 2 e sensor de digitais em ambos --no ano passado só o G4 Plus tinha-- e o Moto Ações, recurso da Motorola que responde a gestos para abrir a câmera ou ligar a lanterna rapidamente.

Os celulares da marca virão com o assistente virtual Alexa, da Amazon, grande sensação da CES, e que promete comandar toda sua casa por comandos de voz.

Se a Lenovo/Motorola mantiver os preços do ano passado, os Moto G5 e G5 Plus deverão custar na casa dos R$ 1.299 e R$ 1.499, respectivamente. E terão como principais concorrentes o Zenfone 3 e 3 Max (Asus), na casa dos R$ 1.150 a R$ 1.500, mas o 3 Max tem bateria de 4.100 mAh. Há ainda os Galaxy J5 Metal e J7 Metal (Samsung), por em média R$ 900 e R$ 1.100, embora estes tenham apenas 16 GB de armazenamento.

Moto G5 Plus

Tela: 5,2 polegadas Full HD
Sistema operacional: Android 7.0
Processador: Snapdragon 625 octa-core de 64 bits (2 GHz)
Memória: 32 / 64 GB de armazenamento interno (cartão microSD de até 128 GB) e 2 GB de RAM
Câmeras: 12 MP (principal) e 5 MP (frontal)
Dimensões e peso: 150,2 x 74 x 7,9 mm; e 155 g
Bateria: 3.000 mAh

Moto G5

Tela: 5 polegadas Full HD
Sistema operacional: Android 7.0
Processador: Snapdragon 430 octa-core de 64 bits (1,4 GHz)
Memória: 16 GB de armazenamento interno (cartão microSD de até 128 GB) e 2 GB de RAM
Câmeras: 13 MP (principal) e 5 MP (frontal)
Dimensões e peso: 144,3 x 73 x 9,5 mm; e 145 g
Bateria: 2.800 mAh
 

*A jornalista viajou a convite da Lenovo/Motorola

 

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber as principais notícias do dia de graça pelo Facebook Messenger? Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos