De olho na segurança

Não deixe seu roteador ser vítima de hacker! Veja dicas de como se proteger

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

  • iStock

Roubo de dados e chances de seus dispositivos eletrônicos serem controlados por hackers. Esses são alguns dos tipos mais comuns de golpes que se aproveitam de brechas existentes nos roteadores de nossas casas. Mas sabia que existem práticas que podem ajudar a melhorar nossa segurança?

Especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia destacam que o "sucesso" de uma invasão está diretamente relacionado à má configuração do aparelho, como a utilização de senhas fracas e a falta de atualização de seu sistema.

Mas como um roteador funciona?

Basicamente, os roteadores centralizam o sinal de internet e distribuem a conexão dentro do espaço em que ele está por meio da rede Wi-Fi. Com o uso do aparelho, vários dispositivos conseguem ter acesso à rede sem fio ao mesmo tempo.

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Conforme a configuração, alcance e número de roteadores, é possível ter internet em todos os cômodos da casa, nos andares de uma empresa, em locais públicos, entre outros.

No caso do roteador doméstico, Ivanildo Miranda, gerente de operações comerciais da D-Link, explica que aparelho funciona como um elo entre o servidor de internet e a rede sem fio da residência.

"Quando temos, por exemplo, uma Smart TV [televisão com acesso à internet] e vamos acessar a Netflix, o roteador pega a informação, lê o comando enviado para a TV e transfere para o servidor da Netflix. É como se fosse o número do CEP [com o endereço da minha rede]. Quando o roteador recebe esse endereço, ele consegue saber para onde ele precisa enviar o sinal do vídeo", acrescenta.

Fábio Appel, gerente de produtos da TP-Link, acredita que a vulnerabilidade dos roteadores está exatamente nessa capacidade de centralizar o tráfego da internet e distribuir o sinal para vários aparelhos. "Por estarem na linha de frente da conexão das residências, os roteadores se tornaram um alvo em potencial", explica.

Segundo Appel, os golpes mais comuns são aqueles que envolvem o roubo de informações pessoais, como senhas de e-mail, dados bancários, fotos.

E como me proteger?

Apesar das chances de uma invasão existirem, há algumas medidas que o usuário deve adotar para se proteger, segundo os entrevistados.

  • Coloque uma senha de acesso ao Wi-Fi e altere essa senha periodicamente. Neste caso, evite usar senhas relacionadas a datas de aniversários, nomes de familiares ou que possuam ter alguma relação com dados pessoais. Quanto mais fácil de ser lembrada a senha, mais fácil de um hacker descobrir.
     
  • Não compartilhe a rede Wi-Fi com desconhecidos.
     
  • Altere a senha de administração dos roteadores. Geralmente, isso já vem configurado de fábrica. Por isso, procure no manual ou no site do fabricante como alterar a senha.
     
  • Mantenha sempre o sistema do roteador atualizado e o firewall (filtro de proteção que ajuda a impedir acessos remotos) ativado. Alguns aparelhos fazem essa atualização automaticamente. Caso tenha dúvidas, verifique no site do fabricante ou peça ajuda ao suporte técnico do roteador.
     
  • Nunca abra arquivos anexos de e-mails desconhecidos. O mesmo vale para mensagens recebidas via SMS, WhatsApp, redes sociais. É importante também desconfiar de links suspeitos e de conteúdos muito chamativos, mesmo que eles tenham sido enviados por conhecidos. 

"As chances de ser hackeado não são tão grandes quanto a gente pensa. É só tomar os cuidados e ser feliz", brinca Miranda.

Além das dicas acima, Miranda ainda complementa que é importante que os usuários evitem dividir a sua rede Wi-Fi entre uma rede particular, voltada para o uso pessoal, e a famosa rede para convidados, voltada para os visitantes.

"Isso foi pensado para ter uma rede interna da minha casa segura e quando vem algum convidado eu deixo ele usar. Mas isso também abre brechas de segurança, pois a rede de convidados geralmente não tem senha. Então é uma porta aberta", ressalta.

O gerente da D-Link também aconselha os usuários a tomar cuidados extras, como verificar se o site em que está navegando é um portal seguro. Para isso, basta olhar se aparece um cadeado próximo ao endereço do site. Se aparecer, é um bom sinal.

Apesar das chances reais de ataques feitos por criminosos, os entrevistados ressaltam que os fabricantes de roteadores costumam fazer diversos testes de segurança, pesquisas de desenvolvimento de produto e atualizações de sistema para corrigir falhas detectadas.

Por isso, caso observe algo estranho ou tenha dúvidas específicas sobre o aparelho, entre em contato com a empresa responsável pelo seu roteador.

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