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Advogado indiano exige que WhatsApp retire emoji de dedo do meio

Do UOL, em São Paulo

  • Pixabay

Um dos emojis mais mal educados do WhatsApp - e por isso mesmo é a diversão de muitos usuários - pode estar sob ameaça de sumir. O advogado indiano Gurmeet Singh, de Nova Delhi, promete processar o app de mensagens se ele não retirar de sua lista de emojis o que usa uma mão com o dedo do meio erguido.

O motivo para isso? Singh se apoia na lei do país e visa proteger as mulheres de ofensas. Na "vida real", mostrar esse dedo a uma indiana é uma grande ofensa prescrita em lei. As Seções 354 e 509 do Código Penal Indiano preveem como crimes, respectivamente, "ataque ou força criminal à mulher com a intenção de atentar seu pudor" e "palavra, gesto ou ato destinado a atentar ao pudor de uma mulher".

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"O uso de um gesto obsceno, ofensivo e obsceno por qualquer pessoa é ilegal, como é mencionado. De acordo com a seção 6 da Lei de Justiça Criminal (Ordem Pública), de 1994, mostrar o dedo médio também é uma ofensa na Irlanda", argumenta o advogado em seu aviso.

As penas para esse tipo de crime são prisão de até dois anos e multa, ou ambos. Nem o WhatsApp nem o advogado responderam aos pedidos de resposta do portal "Cnet", que deu a notícia na última quarta-feira (27).

Apesar de parecer bobagem a princípio - e pouco provável que o WhatsApp atenda ao pedido - é fato que o app tem uma influência muito grande na vida social da Índia, talvez igual ou maior do que no Brasil. No ano passado, uma indiana de 40 anos cometeu suicídio logo após um vídeo do estupro coletivo do qual foi vítima ter sido compartilhado pelo aplicativo.

Os altos índices de assédio a mulheres no país levou a polícia local a criar um canal de denúncias pelo WhatsApp, permitindo inclusive o anonimato das vítimas.

Também em 2016, duas pessoas entraram com ação contra o aplicativo após a mudança dos termos de privacidade, que entre outras coisas previa o compartilhamento de dados da conta, como número de telefone e tempo que passam no app, com o Facebook.

Neste ano, a "BBC" informou que uma tradição do Islã na Índia chamada "triplo talaq", que permite aos homens muçulmanos se divorciar de suas esposas em minutos, simplesmente repetindo as palavras "talaq, talaq, talaq", passou a ser feita por e-mail, mensagens de texto, e claro, pelo WhatsApp. Mas a Suprema Corte da Índia considerou o tal "divórcio instantâneo" inconstitucional. E se um projeto de lei for aprovado, a prática poderá ser punida com até três anos de prisão.

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