Cerca de 80% dos pais querem monitorar os filhos, mas qual o limite?

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Crianças utilizam o Guarddy, um relógio com GPS e sistema telefônico destinado para monitorar crianças

    Crianças utilizam o Guarddy, um relógio com GPS e sistema telefônico destinado para monitorar crianças

Pais usam cada vez mais recursos do celular para acompanhar de perto seus filhos. Uma pesquisa do AVG Antivírus, da Avast, divulgada nesta segunda (30), descobriu mais sobre o comportamento de quem usa aparelhos que localizam e registram a atividade física dos jovens.

A pesquisa perguntou para 3.558 entrevistados de cinco países --Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Brasil -- se eram a favor de que seus filhos, a partir dos dez anos, usem algum tipo de dispositivo para monitorar sua atividade. No geral, 65% disseram que sim.

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No Brasil, esse é o caso de 80% dos entrevistados, contra 63% na França e apenas 47% na Alemanha.

Além dos celulares, já existem no mercado pulseiras que monitoram a atividade das crianças e jovens via GPS, por preços a partir de R$ 120.

Apesar da preocupação, muitos pais riscaram um limite, pois acham que a coleta de dados relacionados ao peso ou à imagem corporal de uma criança é uma linha que não deve ser ultrapassada.

Por exemplo: a pesquisa revela que 76% dos brasileiros estão convencidos de que esses dispositivos conectados devem ser usados para monitorar os hábitos alimentares das crianças. Na França, a média é de 55% e na Alemanha, 31%.

Mas mais da metade dos entrevistados (55%) deixaram claro que, com exceção dos pais, os médicos são as únicas pessoas que devem ter acesso aos dados pessoais de uma criança. E que compartilhar esses dados com outros profissionais, como professores ou enfermeiras escolares, é considerado inaceitável.

Segundo a Avast, os resultados do estudo sugerem que a intuição dos pais em relação ao bem-estar de seus filhos "pode ser comprometida por uma superabundância de dados, caso os pais não ouvirem mais os seus valores e instintos e agirem apenas de acordo com as informações coletadas pelos dispositivos".

"A questão é se eles têm informação digital suficiente e adequada: enquanto eles se sentem --corretamente--- preocupados com o volume de dados coletados, os pais dizem que estão cada vez mais tranquilos com o nível de segurança fornecido pelas tecnologias de localização. Finalmente, assim como os diferentes papéis que todo adulto tem em sua família, é tudo uma questão de escolha pessoal e bom senso", conclui o texto de divulgação.

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