Quer um celular simples? Estes são os modelos mais baratos do Brasil

Do UOL, em São Paulo

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    O i3200, celular da marca chinesa iPro

    O i3200, celular da marca chinesa iPro

Tela menor que uma caixa de fósforo. Câmera com qualidade de imagem baixíssima. Conexão à internet? Nem sonhe com isso. Você teria um celular assim em pleno 2018?

Muito prazer, conheça o i3200, celular da marca chinesa iPro que é o mais barato disponível no Brasil atualmente: custa míseros R$ 49. Ainda mais barato que o Nokia 3310, relançamento do popular celular dos anos 2000. Lá fora, esse último custa 49 euros, ou R$ 202 na conversão direta.

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Estamos falando de um "feature phone", termo usado para chamar os celulares da era pré-smartphone, que basicamente fazem ligações de voz e mandam mensagens SMS. Nada de internet, tela sensível ao toque ou câmera decente. No lugar, se muito, um joguinho rudimentar, como o da cobrinha, uma agenda telefônica e calculadora.

Mesmo assim a diferença de preço em relação a modelos novíssimos impressiona. Com o preço de um iPhone X (R$ 6.999), você consegue comprar 142 unidades do iPro i3200.

E, veja você, a pechincha tem dois recursos que o caríssimo celular da Apple não tem: entrada para fone de ouvido P2, limada dos iPhones desde o 7, e espaço para dois chips de celular.

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Infinity W101, celular da marca brasileira Rcell

Interessa para quem?

Mesmo que ele pareça vindo diretamente da máquina do tempo, ainda há um público para esse tipo de aparelho, dizem as fabricantes. São pessoas para quem os smartphones são um exagero, cheios de funções desnecessárias.

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Podem ser idosos, pessoas de baixa renda, trabalhadores que usam um segundo celular no dia a dia, pessoas com medo de roubos de aparelhos caros, funcionários que precisam falar com pessoas da mesma empresa (no lugar do rádio, por exemplo), pessoas que querem um celular na casa de veraneio ou até pais que precisam falar com os filhos sem os perigos de um smartphone com acesso a conteúdos impróprios.

Quem busca este tipo de produto busca simplicidade, design e fácil manuseio. O índice de satisfação é alto, pois os clientes sabem o que estão procurando

Alexandre Elias, diretor de marketing da Rcell, empresa brasileira que aposta no filão.

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Up P3274, celular da marca brasileira Multilaser

"Apesar de ser um mercado menos expressivo quando comparado aos smartphones, ainda existem consumidores que buscam somente as funções essenciais no celular. A demanda existe", concorda Victor Vidal, gerente de produto da Multilaser.

O Infinity W101, da Rcell, tem especificações idênticas ao i3200. Custa R$ 52,80 nas lojas, apesar de ter preço sugerido pela empresa de R$ 99. Ele já vendeu 146 mil unidades, segundo a empresa.

Já a Multilaser diz vender em média 1,3 milhão de celulares do tipo "feature" por ano. Seu modelo básico Up P3274, com câmera de 0,3 MP e três entradas para chips telefônicos, custa R$ 65.

Outra vantagem apontada nesses modelos é a manutenção, bem mais fácil e rápida que os celulares mais caros. "Não há reparos. Realizamos a troca do produto caso seja constatado que houve um defeito no prazo de garantia", diz Elias. Quebrou, jogou fora.

O smartphone mais barato à venda na internet hoje é o Sky Fuego, com tela de 3,5 polegadas, câmera de 2 MP e sistema Android. Seu preço é R$ 144,66.

Não custa lembrar que o retorno do Nokia 3310 foi bastante comemorado na internet. O modelo foi reapresentado na feira de telefonia Mobile World Congress, em fevereiro do ano passado, mas ainda não tem previsão de voltar ao Brasil.

* Preços pesquisados em 19 de janeiro de 2018

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