Qual operadora tem a pior cobertura 4G no Brasil?

Gabriel Francisco Ribeiro

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

    Tá difícil achar sinal 4G? Pode ser culpa da operadora

    Tá difícil achar sinal 4G? Pode ser culpa da operadora

A Open Signal, companhia especializada em conexões móveis, divulgou nesta quinta (24) uma análise da experiência de cobertura 4G focada no Brasil com base em dados colhidos pela plataforma entre setembro e novembro do ano passado. A análise aponta que a Tim é a líder em cobertura do 4G no país, enquanto a OI é a última entre as quatro principais operadoras.

Segundo a Open Signal, a TIM lidera em duas frentes: tanto oferece ao usuário o sinal mais frequentemente quanto tem mais locais com 4G disponível. Os dados da pesquisa apontam que os usuários da TIM encontraram conexão 4G em 74,4% dos lugares que frequentaram.

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A empresa está sete pontos percentuais à frente da segunda colocada, a Vivo, que aparece com 67,3%. Já a Claro ofereceu aos usuários experiência de cobertura em 61,7% dos ambientes frequentados pelo usuário. A última colocada entre as quatro principais empresas do país é a OI, que aparece com 54,7%.

Segundo a Open Signal, a "experiência de cobertura" é uma métrica em desenvolvimento pela companhia que permite outra visão da cobertura de rede ao apontar a porcentagem de lugares que usuários podem achar o sinal 4G. Ela difere dos dados sobre "disponibilidade do 4G", que examina o tempo que usuários estão conectados ao 4G. 

Em resumo, a métrica de "experiência de cobertura" envolve onde o usuário tem sinal, não quando possui sinal - se uma operadora tem 75% de pontuação, então significa que o usuário desta prestadora conseguiu se conectar com a rede 4G em 75% dos locais que visitou no período da pesquisa.

A Open Signal diz que esse modelo de análise é um indicador mais confiável do que a métrica tradicional usada pela indústria, baseada em modelos matemáticos. 

Quanto mais porcentagem uma operadora tiver na "experiência de cobertura", em mais lugares um consumidor pode achar a rede que permite conexões mais rápidas. A disponibilidade e a cobertura podem variar bastante e, segundo a Open Signal, o Brasil "certamente provê um grande exemplo para isso".

Os dados para esse ranking foram medidos entre setembro e novembro de 2017 para as quatro operadoras que atuam em todo o país, com base em testes de usuários da Open Signal. Ao fim, as redes mantiveram suas respectivas posições já ocupadas no ranking de disponibilidade do 4G, mas os números para a experiência de cobertura variaram – a Vivo encostou um pouco mais na TIM, por exemplo.

A análise da Open Signal aponta que a TIM tem agressivamente expandido o 4G geograficamente – em novembro de 2017, mês em que o estudo foi realizado, a Tim operava com 4G em 2.730 cidades. Tanto TIM quanto a Vivo, segundo o estudo, estariam incentivadas a incrementar a cobertura da rede por lançarem tecnologias de serviços de voz sobre a rede 4G.

De acordo com a Open Signal, há ainda uma simples razão para a OI ficar em último lugar em experiência de cobertura: enquanto Vivo, TIM e Claro lançaram redes 4G na frequência de 700 MHz (frequência baixa que são boas para aumentar o poder de alcance do sinal mobile na área urbana e rural), a OI construiu sua rede em frequência que varia de média a alta, ficando em desvantagem na cobertura.

Em posicionamento ao UOL Tecnologia, a Tim disse que o resultado do estudo se deve "aos investimentos pesados feitos pela operadora nos últimos dois anos na tecnologia, prevendo o crescimento rápido do uso de dados pela população". Segundo a empresa, a cobertura 4G atualmente alcança 3.120 cidades. 

A companhia ainda apontou que foi pioneiro ao lançar o VoLTE (Voice over LTE) na América Latina, na ativação da faixa de 700 MHz (presente em 986 municípios) e a operar em três frequências do 4G. A meta é cobrir 4.200 cidades com 4G até 2020 com a frequência de 700 MHz. 

Já a Oi disse que "oferece cobertura 4G em 831 municípios do País e avança no projeto de refarming do seu espectro de 1.800MHz para oferecer funcionalidades da tecnologia 4,5G em 26  localidades do País em 2018". 

"Esse projeto, associado aos investimentos que a Oi vem fazendo em sua rede core e de transporte, e a sua grande capilaridade de fibra no país, trarão uma melhoria contínua na experiência de uso de dados para os clientes. A companhia acrescenta que os investimentos durante esse ano estão voltados para a expansão da rede 4G, avanço da implantação da rede de fibra ótica de alta velocidade e digitalização", afirma a empresa. 

O UOL Tecnologia também entrou em contato com a Vivo e Claro, mas ainda não obteve um posicionamento das empresas. 

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