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28/02/2008 - 07h00

Confira dez dicas para comprar a TV de tela fina ideal

CAIO TERRERAN | Do UOL Tecnologia
A definição do Blu-ray como o padrão oficial da segunda geração do DVD, a proximidade das Olimpíadas de Pequim ou simplesmente um upgrade tecnológico na sala de estar. Todos são bons motivos para você, enfim, comprar a tão sonhada televisão de tela fina.

O problema é que não faltam dúvidas acerca da nova aquisição: "será melhor ir de plasma ou LCD?", "full HD ou simplesmente HD-ready?", "a TV deve vir com decodificador digital embutido?".

TV FLAT: 10 DICAS PARA A COMPRA
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Antes que você encontre dificuldades na tarefa, o UOL Tecnologia conversou com especialistas em TVs flat e selecionou 10 dicas para a compra de desses equipamentos. Confira:

Qual a melhor opção: plasma ou LCD?

Depende do tamanho. Telas em dimensões superiores a 50 polegadas costumam ser mais baratas sendo de plasma e seriam a melhor escolha no caso de você querer uma TV grande (uma Samsung de plasma e 50 polegadas custa R$ 4.999, enquanto uma LCD da mesma marca e com 52 polegadas sai por R$ 9.499). Já displays menores, têm melhor custo-benefício quando são de LCD.

Uma certeza em meio às duas escolhas é a de que o LCD domina o mercado de telas flat no Brasil com 65,2% das vendas (segundo pesquisa da consultoria Gfk) e deve se tornar a única opção entre fabricantes que ainda produzem ambas as tecnologias.

Seria o plasma, então, uma tecnologia obsoleta?

Obsoleta, não. Mas em matéria de resolução máxima suportada e economia de consumo de energia, o plasma perde para o LCD. Para quem exige grande qualidade de imagem, o plasma não é a melhor opção: displays que suportem os 1080p de resolução full HD são minoria entre os televisores de plasma à venda e representam uma das gamas mais caras de televisores flat. A tecnologia ainda sofre com o efeito "burn-in", que marca na tela imagens estáticas exibidas durante muito tempo.

É melhor ir de full HD ou HD-ready?

A resolução 1080 sempre vem acompanhada das letras "i" e "p". O que elas significam?

Ambas referem-se à forma como as linhas da imagem são "varridas" pelo monitor que as exibe -e isso pode causar diferença na percepção das imagens para os mais exigentes.

"I" é a forma (em inglês, "interlaced scan") em que as linhas da imagem são dispostas -de forma entrelaçada e lidas alternadamente: primeiro, as linhas ímpares; depois, as pares.

"P" indica que as linhas são lidas de forma progressiva. Esse sistema (em inglês chamado de "progressive scan") lê as linhas em seqüência e gera imagens mais nítidas e detalhadas do que a entrelaçada.

1080: "I" OU "P"?
A escolha depende do uso que se fará do televisor. A resolução de 1080p de uma TV full HD só será atingida na exibição de filmes em um Blu-ray player —na TV aberta digital, não chegará a esse patamar (o padrão brasileiro de televisão digital chega aos 1080i, inferiores aos 1080p).

Afora essa possibilidade, uma HD-ready dá perfeitamente conta do recado.

Ou seja: se você não pretende ter um Blu-ray tão cedo, um aparelho dos chamados HD-ready (com 720p ou 1080i de resolução) suprirá suas necessidades numa boa.

Qual a melhor TV para fazer par com um Blu-ray player?

Uma TV full HD, com 1920 x 1080p —ela permitirá que você chegue ao potencial máximo de resolução da nova geração de DVDs. Mas atenção: verifique antes, ao comprar o disco, se o conteúdo gravado nele contém os 1080p de resolução. Há discos Blu-ray no mercado que estão gravados em 720p, e aí não há full HD que os faça chegar ao máximo de resolução esperado. Isso acontece com muitos filmes antigos relançados no novo padrão. Cheque antes.

Vale comprar uma TV com decodificador de TV digital embutido?

Se você não assina TV a cabo, talvez. Se assina, não. O decodificador digital, ou set-top box, é usado para receber os sinais da TV digital aberta, implantada no Brasil em dezembro de 2007. Podendo ser comprado avulso e instalado na TV, hoje já existem aparelhos que o trazem embutido. Os preços não são dos mais convidativos.

Uma TV Philips LCD de 42 polegadas, por exemplo, custa R$ 7.999 com o decodificador embutido. Sem, um modelo da marca com a mesma dimensão de tela sai por R$ 5.999, que somado aos R$ 1.099 cobrados pelo conversor da companhia, resulta em R$ 7.098 —quase 1 mil reais de economia.

Quem assina TV a cabo pode contratar um plano da operadora e usar o decodificador do provedor por assinatura, ficando livre de ter de comprar o set-top box de TV aberta ou investir numa tela flat que o traga embutido.
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