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13/02/2008 - 09h02
Robôs: sensação para nerds, crianças e leigos

LILIAN FERREIRA | Do UOL Tecnologia

Na Campus Party ninguém fica de fora. Há opções tanto para quem entende de tecnologia quanto para aqueles que estão dando os primeiros passos no assunto. Na área de robótica, ambos são contemplados.

Nesta terça-feira (12), houve uma oficina que ensinava, em uma hora, a construir robôs com sensores a cores. Os participantes se dividiram em grupos e tiveram três horas para criar seus próprios exemplares baseados nos conhecimentos recém adquiridos. Claro que praticamente todos os que se aventuraram já tinham alguma experiência com programação e robótica.

Veja fotos dos robôs

Veja a competição de robôs

Com os robôs na mão (que pareciam estruturas de carrinhos, com carcaça e rodas), nada melhor do que uma competição para ver qual era o "melhor". Em uma arena quadrada, demarcada com linha branca, cada robô deveria retirar cubos brancos da arena e manter os verdes sem sair da área. Quem cumprisse melhor a tarefa vencia.

"Os robôs são equipados com emissores e sensores de luz. Por meio de programação, eles devem reconhecer a cor branca e executar a ação de removê-la. Além disso, devem reconhecer a marca branca no chão, que limita a arena, para não ultrapassarem a área do jogo", explica Jackson Matsuura, responsável pela oficina e um dos coordenadores da área de robótica.

Depois de vários erros e ajustes (certos robôs não conseguiram andar por causa das ondulações na "pista", outros passavam reto pela linha branca e alguns empacavam quando encontravam um cubo), dentre as nove equipes participantes, a Mecatrônicos levou a melhor.

Robôs humanóides

Ao lado da disputa, havia exposição e demonstração de robôs com formato humano. Entre eles, dois que jogavam futebol. Isso mesmo, os robôs do ITA (Instituto Técnico de Aeronáutica) foram programados para o esporte. O atacante ainda necessita de ajustes para dar um belo chute, mas o goleiro possui sensores que permitem que ele pule em direção da bola para tentar defendê-la.

Segundo Luiz Antonio e Kauê Cruz, do ITA, as peças para construção dos robôs são caras —acaba saindo mais barato comprar kits prontos e reprogramá-los de acordo com seus interesses.

Para o usuário comum (e até crianças) existe uma opção à venda no mercado —o Lego Mindstorms NXT. Com preço entre R$1.000 e R$1.500, o kit vem com as famosas peças de encaixe da marca (que formam o robô) e um software de programação que permite que mesmo leigos consigam enviar comandos para o robô. Ele ainda tem alto-falantes, porta USB e Bluetooth, sensores ultra-som, de som, luz e contato.

Luiz Antonio conta que o Lego NXT foi programado por uma pessoa para dar descarga automaticamente assim que a pessoa levantasse do vaso sanitário. Você se pergunta qual o limite para as ações destes robôs? Talvez o limite da sua imaginação.

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