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30/11/2007 - 07h04
Mitos e verdades: TV de alta definição não é TV digital RAFAEL RIGUES | Para o UOL Tecnologia Agora que você já sabe que só precisa de um conversor e uma antena UHF para ter TV digital em casa, é hora de esclarecer alguns conceitos e desfazer um pouco da confusão causada pela chegada simultânea ao mercado de três diferentes tecnologias. Apesar de geralmente serem vistas juntas, elas não são a mesma coisa — TV digital, TV de alta definição e TVs de "tela fina", como modelos de LCD ou plasma. Comecemos pela alta definição. Um sistema de TV de alta definição é qualquer um com resolução de imagem superior à dos sistemas de televisão atualmente em uso, de 525 linhas no padrão NTSC, usado nos EUA e Japão, e 625 linhas em PAL —usado na Europa e no Brasil em uma variante chamada PAL-M (com resolução de 525 linhas, como no NTSC). Os sistemas de alta definição atuais, como o ATSC (EUA), DVB (Europa) e ISDB (Brasil e Japão) trabalham basicamente com duas resoluções: 1.280 x 720 pixels (ou seja, 720 linhas) e 1.920 x 1.080 pixels (1080 linhas). Ao contrário do que muita gente pensa, TV de alta definição não é uma novidade. Na década de 50 os soviéticos desenvolveram um sistema com resolução de 1.125 linhas para videoconferência entre militares. E o Japão inaugurou um sistema de TV em alta definição chamado MUSE, com resolução de 1.035 linhas, no início da década de 90. Infelizmente, os receptores eram caros demais, e o sistema foi um fracasso de vendas: o único canal japonês que ainda transmite em MUSE será desativado ainda este mês. Ambos os sistemas são analógicos, o que nos leva ao nosso primeiro ponto: TV de alta definição não é, necessariamente, TV digital.
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